

Ataque a hospital no Sudão expõe colapso sanitário em guerra prolongada
22 de mar. de 2026
Hospital no Sudão ©MSF
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O ataque ao Hospital Universitário de Al Deain, na capital de Darfur Oriental, ocorrido na noite de 20 de março de 2026, resultou na morte de 64 pessoas e deixou 89 feridos, conforme confirmado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre os mortos estão 13 crianças, duas enfermeiras, um médico e diversos pacientes, evidenciando o caráter indiscriminado da violência.
O bombardeio atingiu diretamente setores essenciais da unidade, incluindo pediatria, maternidade e emergência, tornando o hospital completamente inoperante e aprofundando o colapso sanitário em uma região já devastada. Segundo dados oficiais da OMS, desde o início da guerra no Sudão em abril de 2023, ao menos 2.036 pessoas foram mortas em 213 ataques contra serviços de saúde, com mais de 720 feridos registrados em incidentes semelhantes.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que “já houve derramamento de sangue suficiente” e que “a saúde nunca deve ser um alvo”, reforçando a gravidade da escalada. A destruição de infraestruturas médicas tem efeitos imediatos e prolongados, interrompendo serviços vitais e deixando populações inteiras sem acesso a cuidados básicos, em um cenário marcado por deslocamentos massivos e crise humanitária.
A OMS informou que está tentando mitigar os impactos ampliando a capacidade de outras unidades de saúde e distribuindo suprimentos médicos, mas reconhece limitações diante da magnitude da destruição. O conflito sudanês, que opõe forças militares rivais desde 2023, transformou o país em um dos epicentros globais de violência contra civis, com ataques recorrentes a hospitais, escolas e áreas residenciais.
A repetição desses padrões evidencia não apenas o desrespeito ao direito internacional humanitário, mas também a ausência de mecanismos eficazes de responsabilização internacional. Em meio à inércia de potências globais e instituições multilaterais, a população civil segue exposta a uma guerra que sistematicamente destrói as condições mínimas de sobrevivência, convertendo o acesso à saúde em mais uma vítima da lógica militar dominante.
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