Autoridades de saúde minimizam ameaça global de casos de hantavírus em navios
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Organização Mundial da Saúde acompanha surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, ancorado ao largo de Cabo Verde. Três mortes foram associadas ao episódio desde abril, incluindo um passageiro e sua esposa. Autoridades de saúde e governos monitoram passageiros, tripulação e contatos ligados ao caso.

O navio MV Hondius saiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril e permanece fundeado próximo a Cabo Verde desde domingo, enquanto equipes de emergência atuam no caso. A Organização Mundial da Saúde foi informada da morte de três passageiros e da suspeita de infecção por hantavírus a bordo.
Um passageiro holandês morreu em 11 de abril após adoecer no navio. A esposa dele deixou a embarcação para acompanhar o corpo até a África do Sul e morreu 15 dias depois, também após apresentar sintomas. Dois outros pacientes seguem em tratamento, um em Joanesburgo e outro em Zurique.
O navio transporta 88 passageiros e 59 tripulantes de 23 nacionalidades. Autoridades monitoram 69 contatos relacionados ao surto. Três pessoas evacuadas da embarcação apresentam condição estável, incluindo um caso sem sintomas, segundo a representante da OMS em Cabo Verde, Ann Lindstrand.
A Organização Mundial da Saúde afirma que exames laboratoriais realizados na África do Sul e na Suíça identificaram a cepa Andes do hantavírus, única com registro de transmissão entre humanos. Amostras também foram analisadas no Instituto Pasteur, em Dakar, Senegal.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou à AFP que o surto “não é comparável à pandemia de Covid-19” e declarou que “o risco para o resto do mundo é baixo”.
A transmissão do hantavírus ocorre pelo contato com roedores infectados, por meio de urina, fezes e saliva. Autoridades sanitárias da África do Sul informaram que a transmissão entre humanos da cepa Andes ocorre em situações de contato muito próximo e permanece rara. Autoridades suíças informaram ausência de risco atual à população.
O ministro da Saúde da Espanha, Monica García Gómez, informou que o navio deve atracar em Tenerife, nas Ilhas Canárias, nos próximos dias, com previsão de evacuação de passageiros estrangeiros conforme condições clínicas.
O ministro da Saúde da África do Sul, Aaron Motsoaledi, declarou que a transmissão entre humanos é “muito rara”. A OMS informou que investiga a origem da infecção após o primeiro caso apresentar sintomas em 6 de abril. O surto permanece sob acompanhamento de equipes de saúde internacionais enquanto o navio segue ancorado ao largo de Cabo Verde desde domingo.



































