Forças israelenses espancam brutalmente um jovem em Tulkarm
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Forças de ocupação israelenses espancaram um jovem palestino durante uma incursão militar no bairro de Shuweika, em Tulkarm, na Cisjordânia ocupada, na noite de 6 de maio, segundo a agência palestina WAFA. Soldados israelenses invadiram um café, detiveram pessoas presentes no local, realizaram interrogatórios e bloquearam vias enquanto disparavam munição real e bombas de efeito moral contra moradores palestinos. O ataque ocorreu em meio à continuidade do genocídio conduzido por Israel contra o povo palestino e à expansão de operações militares e ações de colonizadores na Cisjordânia ocupada.

A agência WAFA informou que a agressão ocorreu na Rua Shuweika, no setor norte da cidade de Tulkarm. Fontes locais relataram que soldados israelenses entraram em um café do bairro, cercaram o local e impediram a circulação de moradores e veículos durante a operação militar. Segundo os relatos reproduzidos pela agência palestina, os militares detiveram temporariamente todas as pessoas presentes no estabelecimento e realizaram interrogatórios sob ameaça armada.
Durante a incursão, um jovem palestino foi espancado pelos soldados israelenses e sofreu ferimentos. A WAFA não divulgou a identidade da vítima. Moradores relataram que as forças israelenses dispararam munição real e bombas de efeito moral contra residentes da área enquanto mantinham o bloqueio da rua.
Segundo as informações publicadas pela WAFA em 6 de maio às 23h09 no horário local, soldados israelenses impediram o deslocamento de uma ambulância enviada para socorrer o palestino ferido. As forças israelenses apreenderam as chaves de um veículo e quebraram seus vidros durante a ação militar.
No mesmo dia, outro palestino ficou ferido após ataque de soldados israelenses na cidade de Huwwara, ao sul de Nablus. A Sociedade do Crescente Vermelho Palestino informou que suas equipes transportaram um homem de 22 anos para um hospital depois de ele ter sido agredido por militares israelenses.
As agressões em Tulkarm e Huwwara ocorreram em meio à intensificação das operações militares israelenses na Cisjordânia ocupada e à expansão de ataques realizados por colonizadores israelenses armados contra comunidades palestinas. A própria WAFA registrou, ao longo de 7 de maio, uma sequência de ações militares e ataques de colonos em diferentes regiões palestinas ocupadas.
Na cidade de Burqin, a oeste de Jenin, forças israelenses invadiram áreas residenciais, saquearam casas palestinas e ordenaram o fechamento de lojas comerciais, segundo a agência palestina. No norte do Vale do Jordão, três palestinos sofreram ferimentos após ataque de colonizadores israelenses. Outro ataque de colonos ao sul de Hebron deixou três palestinos feridos no mesmo dia.
A WAFA também informou que colonizadores israelenses armados danificaram plantações agrícolas palestinas e perseguiram pastores em Masafer Yatta, região alvo de operações militares israelenses e expansão de assentamentos ilegais. Em outra ação registrada em 7 de maio, colonos instalaram uma tenda em terras palestinas próximas de Nablus, medida utilizada em processos de ocupação gradual de áreas rurais palestinas na Cisjordânia.
Na região norte do Vale do Jordão, tratores israelenses demoliram estufas agrícolas palestinas, segundo atualização publicada pela agência palestina às 12h51 de 7 de maio. Em Ramallah, estudantes palestinos sofreram asfixia após forças israelenses atacarem uma escola com bombas de gás.
As ações militares e ataques de colonizadores ocorrem paralelamente ao genocídio conduzido por Israel contra a população palestina desde outubro de 2023. Organizações palestinas, agências humanitárias e entidades médicas registram operações militares, deslocamentos forçados, destruição de residências, bloqueios de ajuda humanitária e expansão de assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados.
A WAFA também registrou, em sua atualização diária de 7 de maio, a morte de três palestinos em ataque israelense a oeste da Cidade de Gaza. A organização Médicos Sem Fronteiras afirmou no mesmo dia que Israel mantém restrições deliberadas à entrada de alimentos e ajuda humanitária na Faixa de Gaza, segundo nota publicada pela agência palestina às 10h28.
Em Jerusalém ocupada, palestinos foram coagidos a esvaziar suas próprias casas em preparação para demolições conduzidas pelas autoridades israelenses, segundo reportagem publicada pela WAFA às 20h23 de 7 de maio.



































