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"Garotas russas": Bilionário do Vale do Silício pede 'desculpas' por ter o nome ligado aos arquivos Epstein

O bilionário Bill Gates reagiu publicamente à divulgação de novos arquivos do caso Jeffrey Epstein, nos quais seu nome aparece associado a comunicações do financista e criminoso sexual. Em entrevista divulgada nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, Gates afirmou que se arrepende de ter mantido contato com Epstein e classificou como “falsas” as alegações contidas nos documentos. Entre os arquivos, há milhares de imagens, vídeos e e-mails ligados à rede de exploração sexual operada por Epstein durante décadas com proteção institucional.


Bill Gates I Arquivo
Bill Gates I Arquivo

Na sexta-feira anterior, o Departamento de Justiça estadunidense divulgou aproximadamente três milhões de documentos relacionados a Jeffrey Epstein, incluindo mais de 2.000 vídeos e cerca de 180 mil imagens, descritas oficialmente como material pornográfico, segundo dados reproduzidos pela CNN. Os arquivos incluem comunicações internas, registros financeiros e trocas de e-mails que citam empresários, figuras políticas e personalidades do mundo corporativo e cultural.


Entre os nomes mencionados está o de Bill Gates, fundador da Microsoft e um dos homens mais ricos do planeta. Dois e-mails datados de 18 de julho de 2013 aparecem nos arquivos como supostamente relacionados a Gates, embora, segundo a própria documentação, tenham sido enviados da conta de Epstein para a própria conta de Epstein, sem que haja confirmação de que tenham sido efetivamente remetidos ou recebidos por Gates, conforme explicou a CNN.


Em entrevista à 9 News Australia, citada pela Sky News, Gates afirmou: “Aparentemente, Jeffrey escreveu um e-mail para si mesmo. Esse e-mail nunca foi enviado, era falso. Por isso, não sei o que ele estava a pensar”. Em seguida, declarou: “Isso faz-me lembrar que me arrependo de cada minuto que passei com ele e peço desculpa por ter feito isso”.

O bilionário sustentou que sua relação com Epstein foi limitada e que não tinha conhecimento das atividades criminosas do financista.


“É verdade que eu só participava em jantares. Nunca fui à ilha, nunca conheci nenhuma mulher e, por isso, quanto mais se souber, mais claro ficará que, embora tenha sido um erro, não tive nada a ver com esse tipo de comportamento”, disse Bill Gates.

Gates acrescentou que conheceu Epstein em 2011, afirmando que o foco dos encontros era a possibilidade de angariar doações de grandes fortunas: “Fui tolo por passar tempo com ele. Fui uma das muitas pessoas que se arrependeram de o ter conhecido”.


Os dois e-mails que aparecem nos arquivos chamaram atenção pelo conteúdo explícito. Um deles simula uma carta de demissão da Fundação Bill e Melinda Gates, na qual Epstein afirma ter adquirido medicamentos para Gates “lidar com as consequências de relações sexuais com garotas russas”.

O outro, iniciado com “caro Bill”, acusa Gates de tentar encobrir uma infecção sexualmente transmissível, inclusive de sua então esposa, Melinda. Nenhum dos e-mails está assinado, e nenhuma conta de e-mail associada a Gates aparece como remetente ou destinatária, segundo a CNN.


Um porta-voz de Bill Gates declarou anteriormente que “a única coisa que estes documentos demonstram é a frustração de Epstein por não ter uma relação contínua com Gates e o quanto ele estava disposto a ir longe para o incriminar e difamar”. Até o momento, Gates não foi acusado formalmente por nenhuma das vítimas de Epstein, e a mera citação de seu nome nos arquivos não implica, do ponto de vista legal, imputação automática de crime.


Jeffrey Epstein foi encontrado morto em agosto de 2019 em sua cela em uma prisão federal de Nova York, com um lençol amarrado ao pescoço, enquanto aguardava julgamento por acusações federais de tráfico e exploração sexual. A morte, oficialmente classificada como suicídio pelas autoridades estadunidenses, encerrou processos judiciais que poderiam ter exposto com mais profundidade as engrenagens de proteção política, econômica e institucional que sustentaram sua atuação por décadas.


A ex-esposa de Gates, Melinda French Gates, afirmou recentemente que a reaparição do caso trouxe à tona “momentos dolorosos” de um casamento que durou de 1994 a 2021. A divulgação dos arquivos reacende não apenas questões pessoais, mas também o debate estrutural sobre a impunidade das elites globais e o papel do Estado estadunidense na administração seletiva da justiça quando os interesses dos muito ricos entram em cena.

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