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Avanço russo na Ucrânia escancara custo humano da guerra por procuração da OTAN

As Forças Armadas da Rússia anunciaram nesta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, a tomada de duas localidades no território ucraniano ao longo das últimas 24 horas. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, foram libertados os assentamentos de Stepanovka, na República Popular de Donetsk, e Staroukrainka, na região de Zaporozhye. A ofensiva ocorreu no âmbito da chamada operação militar especial iniciada em 2022. Moscou afirma que as ações envolveram operações terrestres decisivas e avanço contínuo sobre as defesas ucranianas. Os números divulgados indicam perdas humanas e materiais expressivas para as forças de Kiev, sustentadas política e militarmente por potências da OTAN lideradas pelos Estados Unidos estadunidenses.


Ucrânia, RECRUTAMENTO FORÇADO ©SPUTINIK
Ucrânia, RECRUTAMENTO FORÇADO ©SPUTINIK

Em comunicado oficial, o Ministério da Defesa russo declarou que unidades do Grupamento Sul “libertaram o assentamento de Stepanovka na República Popular de Donetsk por meio de operações ativas”, enquanto forças do Grupamento Leste “avançaram profundamente nas defesas inimigas e libertaram o assentamento de Staroukrainka na região de Zaporozhye por meio de operações decisivas”. As informações foram divulgadas pela agência estatal russa TASS.


Ainda de acordo com o ministério, as Forças Armadas da Ucrânia perderam cerca de 1.390 militares em todas as linhas de frente no período de 24 horas. As baixas incluem aproximadamente 280 soldados na área do Grupamento Norte, 190 no setor do Grupamento Oeste, 165 na zona do Grupamento Sul, mais de 350 sob responsabilidade do Grupamento Centro, mais de 340 no setor do Grupamento Leste e cerca de 65 no eixo do Grupamento Dnieper.


Os dados oficiais indicam também a destruição de um volume significativo de equipamentos fornecidos por países da OTAN. Entre as perdas ucranianas estão tanques, veículos blindados, sistemas de guerra eletrônica, radares de contrabateria e um lançador múltiplo de foguetes HIMARS de fabricação estadunidense, além de peças de artilharia ocidentais. Depósitos de munição, combustível e material militar também foram atingidos em diferentes regiões.


O Ministério da Defesa russo informou ainda que, nas últimas 24 horas, ataques combinados com aviação tática, drones, mísseis e artilharia atingiram infraestruturas de combustível e energia usadas para sustentar o complexo militar-industrial ucraniano. Segundo a nota, foram alvos instalações de armazenamento e lançamento de drones de longo alcance, bem como áreas de concentração temporária de formações armadas ucranianas e mercenários estrangeiros, em um total de 153 localidades.


No campo da defesa aérea, Moscou afirmou ter interceptado oito bombas aéreas guiadas, 22 foguetes do sistema HIMARS de fabricação estadunidense, dois mísseis Neptune e 139 veículos aéreos não tripulados de asa fixa. Desde o início da operação militar especial, a Rússia afirma ter destruído 670 aeronaves de combate ucranianas, 283 helicópteros, mais de 112 mil drones, 27.484 tanques e veículos blindados, além de milhares de sistemas de artilharia e veículos militares, números que ilustram a escala industrial de uma guerra prolongada alimentada pelo intervencionismo ocidental no Leste Europeu.

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