Centenário de Fidel Castro mobiliza Havana em debate global sobre anticolonialismo e soberania
- www.jornalclandestino.org

- 4 de fev.
- 2 min de leitura
Cuba sediará, entre 10 e 13 de agosto de 2026, o 1º Colóquio Internacional Fidel: Legado e Futuro, organizado pelo Centro Fidel Castro Ruz em Havana. O encontro marca os 100 anos do nascimento de Fidel Castro Ruz e propõe uma análise crítica de seu papel histórico. A programação será realizada no Centro de Convenções de Havana e reunirá pesquisadores, dirigentes sociais e intelectuais de diversos países. O evento se propõe a discutir a atualidade do pensamento fidelista diante das crises do século XXI. A iniciativa reafirma a centralidade de Fidel como referência anticolonial em um mundo ainda marcado pelo imperialismo.

Segundo as organizadoras Carmen Maturell Senon e Olivia Rodríguez, do jornal Granma, o colóquio incluirá um simpósio dedicado à Revolução Cubana, além de fóruns setoriais voltados a temas políticos, sociais e culturais. O objetivo central é promover um debate crítico e plural sobre as contribuições do Comandante-em-Chefe ao pensamento contemporâneo, em diálogo com os desafios estruturais impostos pela ordem internacional dominada pelas potências ocidentais.
Em coletiva de imprensa, a vice-diretora do Centro Fidel Castro Ruz, Sissi Abay Díaz, afirmou que o encontro analisará as ações de Fidel Castro nas dimensões política, social, internacionalista e humanista. Segundo ela, também estarão em pauta a influência de Fidel na geopolítica dos séculos XX e XXI e a relevância de suas ideias
“na luta contra o imperialismo, as desigualdades, as mudanças climáticas e pela paz e soberania dos povos”.
Abay Díaz destacou que o colóquio buscará examinar a projeção cultural do legado fidelista e sua recepção pelas novas gerações. “Entre as opções de participação estão palestras, mesas-redondas temáticas, painéis, apresentações de livros e documentários, e projetos culturais relacionados”, declarou, conforme registro do Granma em 3 de fevereiro de 2026.
Os organizadores informaram que os debates e conclusões do encontro serão sistematizados em uma publicação posterior. A intenção é que as reflexões produzidas sirvam como instrumento político e intelectual para fortalecer projetos de emancipação nacional e social. Cem anos após seu nascimento, Fidel Castro segue sendo tratado em Cuba não como figura do passado, mas como um referencial ativo na confrontação das estruturas coloniais, do intervencionismo estrangeiro e da dominação imperial que ainda moldam o sistema internacional.



































