China acusa Japão de reabilitar militarismo sob tutela do bloco estadunidense
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O governo da China acusou o Japão de avançar deliberadamente rumo à militarização e de desafiar a ordem internacional do pós-Segunda Guerra Mundial. A declaração foi feita em 10 de fevereiro de 2026 pelo porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Jiang Bin, em comentário divulgado na rede social WeChat e repercutido pela agência russa TASS. O pronunciamento responde às recentes falas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, favorável à revisão das cláusulas constitucionais que limitam o papel das Forças Armadas do país. Para Pequim, trata-se de uma ruptura consciente com o princípio constitucional do pacifismo imposto após 1945.

O ponto central da controvérsia é a tentativa de inscrever formalmente as Forças de Autodefesa na Constituição japonesa. Para Jiang Bin, essa iniciativa não representa “otimização legislativa”, mas sim “a corrosão dos fundamentos da constituição pacifista” e uma escolha explícita pela militarização.
“Os fatos mostram que as autoridades japonesas estão intencionalmente desafiando a ordem internacional do pós-guerra por meio de instrumentos militares, midiáticos e legais”, declarou o porta-voz.
Ele acrescentou que “a comunidade internacional deve permanecer vigilante, opor-se resolutamente a essas tentativas e salvaguardar conjuntamente as conquistas da Segunda Guerra Mundial”.
As declarações chinesas respondem à defesa pública feita por Sanae Takaichi da revisão do Artigo 9 da Constituição do Japão. Esse artigo estabelece que o país “renuncia para sempre à guerra como direito soberano da nação” e à ameaça ou uso da força para resolver disputas internacionais, além de afirmar que o Japão “não manterá forças terrestres, navais ou aéreas, nem outros meios de guerra”. Para Pequim, a revisão desse dispositivo histórico sinaliza não apenas uma mudança jurídica interna, mas uma reconfiguração estratégica alinhada à militarização regional impulsionada pelos interesses do eixo estadunidense no Indo-Pacífico, com impactos diretos sobre a estabilidade e a memória histórica da região.









































