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"com dedo no gatilho": Líder do Ansar Allah afirma que o Iêmen está preparado para intervir em apoio ao Irã

O líder do movimento Ansar Allah, Abdul-Malik Badr al-Din al-Houthi, declarou nesta quinta-feira, 5 de março de 2026, que o Iêmen está preparado para intervir militarmente em apoio ao Irã diante da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel.


Durante a intervenção pública, Abdul-Malik Badr al-Din al-Houthi afirmou que o Ansar Allah acompanha de perto os desdobramentos militares na região e reiterou disposição de agir caso a escalada contra o Irã continue. “Estamos ao lado do Irã e de seu povo muçulmano, e estamos prontos para agir a qualquer momento”, declarou o dirigente, dirigindo-se diretamente à população iraniana.


No discurso, ele acusou Washington e Tel Aviv de conduzirem uma estratégia aberta de reorganização geopolítica do Oriente Médio em favor do chamado “Grande Israel”. Segundo o líder iemenita, autoridades estadunidenses e israelenses estariam tratando publicamente da remodelação da região como parte de um projeto de expansão política e militar.


Al-Houthi afirmou que a atual escalada regional representa um confronto direto entre o que descreveu como “o tirano da época” — identificado por ele como os Estados Unidos, Israel e forças que classificou como “arrogantes” — e os povos da região. De acordo com o dirigente, essas potências buscam consolidar controle político e militar sobre territórios do Oriente Médio e transformar recursos e terras locais em “despojos”.


O líder do Ansar Allah também declarou que Israel funciona como um instrumento estratégico do sionismo internacional e que forças britânicas e outros interesses ocidentais operam dentro de sua estrutura política e militar. Segundo ele, essas alianças compõem o núcleo de poder responsável pela escalada militar regional.


Durante a conferência, Al-Houthi criticou a eficácia das estruturas internacionais, incluindo as instituições das Nações Unidas. Para ele, o comportamento de Washington e de Israel demonstra que essas potências não atribuem qualquer valor real às normas internacionais ou às convenções humanitárias. O dirigente afirmou que discursos sobre cooperação ou interesses comuns com esses governos representam “ilusões e fantasias ridículas”.


O líder iemenita também mencionou o martírio de Khamenei, atribuindo sua morte aos Estados Unidos e à liderança israelense. Segundo ele, a eliminação do líder da República Islâmica não provocará o colapso do sistema político iraniano.


Sayyed Abdul Malik Houthi
Sayyed Abdul Malik Houthi

No discurso, Al-Houthi afirmou que os caminhos diplomáticos foram testados repetidamente nas últimas décadas sem produzir resultados efetivos diante das agressões militares na região. “Qualquer caminho que elimine a opção da jihad pela causa de Deus não estabelecerá um direito nem invalidará uma falsidade diante do ataque satânico e seus objetivos destrutivos”, declarou.


Ele também afirmou que bases militares estadunidenses instaladas em países árabes cumprem função estratégica de proteger Israel e projetar operações militares contra os povos da região. Segundo o dirigente, a infraestrutura militar mantida por Washington no Oriente Médio constitui um pilar central da estratégia regional estadunidense.


Al-Houthi declarou ainda que as forças armadas iranianas, incluindo o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica e o exército do país, estariam impondo pesadas perdas às forças estadunidenses. De acordo com ele, soldados estadunidenses estariam abandonando posições diante das operações militares iranianas.


O líder iemenita também criticou governos árabes que classificam as operações iranianas contra bases militares estadunidenses como ataques contra seus próprios países. Segundo ele, determinados regimes da região estariam atuando diretamente na proteção de bases militares estadunidenses e israelenses.


Durante o pronunciamento, Al-Houthi convocou mobilizações populares no Iêmen para o dia seguinte, sexta-feira, pedindo a participação de dois milhões de pessoas nas ruas em solidariedade ao Irã e aos povos da região.


Ele também associou o momento político ao aniversário da Batalha de Badr, evento histórico celebrado no calendário islâmico como o “Dia de Al-Furqan”. Segundo o dirigente, a batalha representa um marco de resistência e vitória contra forças que buscavam impor dominação sobre a comunidade islâmica.


Ao encerrar o discurso, o líder do Ansar Allah afirmou que a principal lição histórica para os povos da região é a construção de independência política baseada em identidade e soberania próprias diante das pressões lideradas por Washington e Tel Aviv.

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