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Coreia do Norte reelege Kim Jong-un como chefe do Partido dos Trabalhadores

O líder norte-coreano Kim Jong-un foi reconduzido ao cargo de secretário-geral do Partido dos Trabalhadores em congresso extraordinário realizado em 22 de fevereiro de 2026, informou a agência estatal KCNA. A decisão, segundo a própria agência, ocorreu “de acordo com a vontade inabalável e o desejo unânime de todos os delegados” presentes no encontro político. O congresso, principal instância de poder do país, ocorre em média a cada cinco anos e reafirma a direção política do Estado. A recondução acontece em meio ao aprofundamento do programa nuclear e de mísseis balísticos da Coreia Popular. O país segue submetido a sanções internacionais lideradas por potências ocidentais e respaldadas pelo Conselho de Segurança da ONU.


Kim Jong-un, líder reeleito da Coreia do Norte
Kim Jong-un, líder reeleito da Coreia do Norte

De acordo com a KCNA, a reunião partidária consolidou a liderança de Kim Jong-un em um momento de pressão externa prolongada e de tensões com potências ocidentais, especialmente o governo estadunidense. Desde o último congresso, realizado em 2021, Pyongyang intensificou testes de mísseis balísticos intercontinentais e expandiu seu programa nuclear, desafiando resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Essas resoluções sustentam um regime de sanções econômicas que restringe comércio, exportações e acesso a recursos financeiros internacionais.


As sanções, promovidas sobretudo por Washington e aliados, têm sido justificadas como instrumentos de contenção militar, mas produzem efeitos diretos sobre a economia e o abastecimento civil. A economia norte-coreana permanece sob forte restrição externa, com dificuldades estruturais que incluem escassez crônica de alimentos e limitação de importações essenciais. Esse cenário de estrangulamento econômico é parte de um padrão histórico de pressão geopolítica contra países que desafiam a ordem estratégica liderada pelos Estados Unidos.


O congresso partidário reafirmou a continuidade do modelo político centralizado da Coreia Popular, governada pela dinastia Kim desde 1948. Kim Jong-un sucedeu o pai, Kim Jong-il, e o avô, Kim Il-sung, consolidando uma linha de continuidade no comando do Estado e do partido. O encontro também serve tradicionalmente como espaço para ajustes de política interna e anúncio de diretrizes estratégicas, ainda que o comunicado oficial não tenha detalhado mudanças imediatas.


A recondução de Kim Jong-un ocorre em um contexto global marcado por disputas de poder e sanções econômicas seletivas, nas quais a soberania de Estados periféricos é constantemente tensionada por interesses geopolíticos externos. Ao mesmo tempo em que é alvo de críticas ocidentais, Pyongyang mantém seu discurso de autossuficiência e defesa nacional diante do que classifica como ameaças militares estrangeiras. Nesse cenário, a continuidade da liderança reforça a postura de resistência da Coreia Popular diante da pressão internacional e evidencia a persistência de um sistema internacional baseado na coerção econômica e na disputa por hegemonia.

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