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Irã tem direito à tecnologia nuclear pacífica, apesar da histeria ocidental

O programa nuclear do Irã é legal, tem fins pacíficos e segue monitoramento internacional, segundo declarações publicadas em 22 de fevereiro de 2026 pela HispanTV. Em entrevista, o jornalista argentino Tadeo Ezequiel Casteglione afirmou que o direito ao desenvolvimento nuclear está assegurado pelo direito internacional e não pode ser restringido por pressões externas. O posicionamento coincide com declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, que reafirmou o direito pleno do país ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos. As declarações ocorrem após duas rodadas de negociações indiretas entre autoridades iranianas e representantes estadunidenses, realizadas em 6 e 17 de fevereiro com mediação de Omã.


Irã celebra 47 anos da Revolução Islâmica ©Abedin Taherkenareh, EPA


Segundo a HispanTV, Casteglione destacou que o programa nuclear iraniano permanece sob inspeção contínua da Agência Internacional de Energia Atômica, o que confirma a natureza civil das atividades. “O direito internacional reconhece o direito dos países ao desenvolvimento soberano no campo da tecnologia e da defesa”, afirmou o jornalista, enfatizando que o Irã cumpre suas obrigações como signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear. A manutenção dessas inspeções contrasta com a retórica estadunidense, que insiste em questionar a legitimidade do programa mesmo sem apresentar provas de desvio militar.


O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reiterou que “temos o direito pleno de usar a energia nuclear para fins pacíficos”, lembrando que o Irã permanece dentro das normas do TNP. Ele também declarou que é “muito possível” alcançar um novo acordo nuclear superior ao firmado em 2015 com Washington, desde que haja respeito à soberania iraniana e abandono de sanções unilaterais. As negociações recentes mediadas por Omã indicam a tentativa de retomada de um entendimento, embora persistam divergências profundas, sobretudo diante da política externa coercitiva estadunidense.


Teerã rejeitou o que classificou como “especulações infundadas” sobre objetivos militares e afirmou que não aceitará ameaças ou pressões. Em nota citada pela HispanTV, autoridades iranianas alertaram que qualquer ataque contra o país terá resposta “ampla e ilimitada”, reafirmando que, embora priorize a diplomacia, o Irã mantém capacidade de dissuasão. A posição evidencia o caráter estrutural da disputa: não se trata apenas de tecnologia nuclear, mas do controle político e econômico sobre regiões estratégicas do planeta.


A insistência em restringir o programa nuclear iraniano se insere em um padrão histórico de intervenções e sanções estadunidenses contra países que buscam autonomia tecnológica fora da órbita de Washington.

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