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Hezbollah: Israel ficou surpreso com as capacidades da Resistência

O secretário-geral do Hezbollah, Sheikh Naim Qasem, afirmou em 10 de abril de 2026 que Israel foi surpreendido pelas capacidades militares da Resistência libanesa. A declaração foi feita em mensagem pública dirigida à população do Líbano em meio à intensificação dos confrontos com o regime israelense. Segundo Qasem, após mais de 40 dias de ofensiva, Israel não conseguiu alcançar seus objetivos militares nem conter os ataques de mísseis e drones. O líder também denunciou bombardeios israelenses contra múltiplas regiões libanesas, incluindo Beirute, Dahieh, Vale do Bekaa e Monte Líbano. As falas ocorrem no contexto da escalada regional associada ao genocídio em curso contra a população palestina desde 7 de outubro de 2023.


Naim Qassem, Líder do Hezbollah
Naim Qassem, Líder do Hezbollah

Na mensagem, Sheikh Naim Qasem declarou que a Resistência não retornará à situação anterior ao atual ciclo de confrontos e que o desempenho militar surpreendeu o inimigo israelense. Ele afirmou que Israel foi incapaz de impor controle territorial no sul do Líbano, apesar da mobilização de forças significativas e do uso intensivo de poder de fogo. O dirigente também expressou condolências às famílias dos combatentes mortos e desejou recuperação aos feridos, reforçando o discurso de continuidade da mobilização.


Qasem afirmou que, ao contrário das declarações oficiais israelenses, não houve avanço terrestre efetivo em território libanês. Ele descreveu uma sucessão de mudanças nos objetivos militares israelenses ao longo da ofensiva, indicando falta de consistência estratégica. Segundo suas palavras, o regime tentou inicialmente alcançar o rio Litani, depois limitou suas metas e, posteriormente, buscou impor superioridade de fogo, sem sucesso em nenhuma dessas etapas.


O secretário-geral do Hezbollah destacou que, mesmo após semanas de ataques intensos, Israel não conseguiu interromper os lançamentos de mísseis, foguetes e drones contra cidades e assentamentos nos territórios ocupados. Ele afirmou que emboscadas organizadas pela Resistência colocaram tropas israelenses em situações críticas no campo de batalha. Em uma das declarações mais contundentes, afirmou que a mobilização de 100 mil soldados israelenses não garantiria ocupação territorial e poderia resultar em perdas massivas.


De acordo com Qasem, soldados israelenses permanecem sob constante pressão psicológica, enfrentando incerteza permanente quanto à sobrevivência, captura ou retirada. Ele acrescentou que os reveses acumulados levaram Israel a intensificar ameaças e bombardeios, em substituição a avanços militares concretos.


O líder libanês também denunciou ataques realizados na quarta-feira anterior à declaração, classificando-os como operações sangrentas direcionadas a áreas urbanas e civis. Entre os locais atingidos estão a capital Beirute, o subúrbio de Dahieh, regiões do sul do país, o Vale do Bekaa e áreas do Monte Líbano. Segundo ele, tais ações visam encobrir a incapacidade operacional israelense no terreno.


No campo militar, o Hezbollah confirmou a realização de ataques retaliatórios, incluindo o lançamento de mísseis contra um assentamento israelense no norte dos territórios ocupados. A ação foi apresentada como resposta a ataques anteriores que resultaram em mortes no território libanês. O movimento também relatou operações contra concentrações de tropas israelenses, com uso contínuo de foguetes e artilharia.


Qasem descreveu os combatentes da Resistência como elementos decisivos na contenção dos objetivos israelenses, destacando sua capacidade de manter posições sob pressão militar contínua. Ele afirmou que a mobilização popular, especialmente de jovens combatentes, sustenta a continuidade das operações e reforça a capacidade de resistência prolongada.


Ao abordar a dimensão política, o secretário-geral criticou concessões internas no Líbano e defendeu o fim de medidas que, segundo ele, favorecem interesses externos. Ele declarou que a Resistência não será intimidada pelo poder militar israelense nem por suas ameaças, sustentando que o movimento possui os meios necessários para impedir a concretização dos objetivos inimigos.


A declaração ocorre em um cenário de escalada regional no qual ações militares israelenses se articulam com apoio político, financeiro e logístico estadunidense, aprofundando tensões em múltiplos territórios da Ásia Ocidental e ampliando os efeitos do genocídio em curso contra a população palestina, que reverbera diretamente na dinâmica militar entre Líbano e Israel.

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