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Novo PAC do Governo Lula investiu R$ 35,8 milhões para ampliar capacidade acadêmica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inaugurou em 10 de abril de 2026 uma nova unidade da Universidade Federal do ABC em Santo André. A obra integra investimentos de R$ 155,7 milhões, com R$ 35,8 milhões novo-pac-do-governo-lula-investiu-r-35-8-milhões-para-ampliar-capacidade-acadêmicaprovenientes do Novo PAC. A expansão amplia a capacidade acadêmica e cria 402 novas vagas em cursos de graduação. Durante a cerimônia, Lula destacou o papel histórico da educação no desenvolvimento econômico. Autoridades do governo federal e da universidade participaram da agenda institucional.


Presidente Lula - arquivo
Presidente Lula - arquivo

A nova unidade Tamanduatehy, localizada no campus Santo André da Universidade Federal do ABC, adiciona mais de 21 mil metros quadrados de área construída à infraestrutura da instituição. Criada em julho de 2005 durante o primeiro mandato de Lula, a UFABC teve seu campus original inaugurado em agosto de 2008, também sob sua gestão. A expansão atual consolida um projeto iniciado há duas décadas, voltado à interiorização e democratização do ensino superior público no Brasil.


O investimento total de R$ 155,7 milhões inclui recursos destinados à construção e à ampliação da estrutura acadêmica, sendo R$ 35,8 milhões oriundos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento. Durante a cerimônia, também foram assinadas ordens de serviço para aquisição de equipamentos laboratoriais no valor de R$ 8 milhões e para a construção de uma passarela de integração entre as unidades do campus, com investimento adicional de R$ 15,3 milhões. Participaram do evento o ministro da Educação, Leonardo Barchini, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, e o reitor da UFABC, Dácio Matheus.


A ampliação da estrutura permitirá reorganizar a ocupação do campus, liberando espaços das engenharias para a abertura de novas vagas. Ao todo, serão ofertadas 402 vagas adicionais, distribuídas entre cursos estratégicos: 160 para licenciatura em ciências naturais e exatas, 96 para bacharelado em ciência de dados, 96 para biotecnologia e 50 para pedagogia. A reorganização busca responder à demanda por formação de professores e profissionais em áreas tecnológicas e científicas.


Durante seu discurso, Lula resgatou o contexto histórico da exclusão educacional no país, afirmando que o Brasil levou 420 anos para criar sua primeira universidade. Ele declarou que essa demora reflete uma estrutura social que restringia o acesso ao ensino superior às elites econômicas. O presidente afirmou que houve uma inversão dessa lógica nas últimas décadas, ampliando o acesso de trabalhadores e mulheres à universidade. Em sua fala, destacou que o investimento em educação é condição estruturante para o desenvolvimento econômico e social.


O presidente também abordou o impacto da formação superior sobre o mercado de trabalho e a autonomia social. Segundo ele, a ampliação do acesso à universidade contribui para o aumento da qualificação profissional, elevação salarial e redução de desigualdades de gênero. Lula afirmou que a educação superior permite maior independência econômica para mulheres, reduzindo situações de vulnerabilidade e violência.


O ministro da Educação, Leonardo Barchini, destacou que políticas públicas implementadas desde os primeiros mandatos de Lula alteraram o perfil do ensino superior no país. Ele citou o Programa Universidade para Todos como uma das principais iniciativas, com 3,6 milhões de estudantes beneficiados ao longo dos anos, incluindo pessoas de baixa renda, pretos, pardos, indígenas e quilombolas. Segundo o ministro, o programa operou por meio da conversão de isenções fiscais em vagas em instituições privadas.


Barchini também ressaltou o papel do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais, responsável pela ampliação da rede pública. Ele afirmou que o número de universidades federais passou de 45 para 71, enquanto os campi aumentaram de 120 para mais de 370 unidades distribuídas pelo território nacional. O total de estudantes matriculados nas universidades federais cresceu de 500 mil para cerca de 1,5 milhão, segundo dados apresentados durante o evento.


A nova unidade Tamanduatehy inclui dois blocos principais. O bloco Anexo H, com área de 2.367,71 metros quadrados, será destinado a atividades administrativas, com infraestrutura que inclui vestiários, lanchonete e quatro almoxarifados vinculados à Pró-Reitoria de Administração, Prefeitura Universitária e Núcleo de Tecnologia da Informação. Já o bloco Anexo I, com 15.059,21 metros quadrados, concentra atividades acadêmicas, com 35 laboratórios didáticos, cinco auditórios, quatro salas de aula, restaurante, salas de reunião e estrutura de telecomunicações.


O reitor da UFABC, Dácio Matheus, afirmou que a conclusão da obra foi impactada por interrupções orçamentárias ao longo de quase uma década. Ele atribuiu a retomada e finalização do projeto aos investimentos do Novo PAC, iniciado em 2023. Segundo o reitor, além da conclusão dos prédios, os recursos permitiram a contratação da obra da passarela sobre o rio Tamanduateí, que conectará as duas unidades do campus.


A passarela terá 181 metros de extensão e deve beneficiar mais de 30 mil pessoas, incluindo estudantes, professores e moradores da região. A estrutura facilitará a integração entre as áreas do campus e ampliará o acesso urbano, conectando bairros ao centro de Santo André. O contrato da obra já foi assinado e a execução está prevista dentro do cronograma do Novo PAC.


Durante a visita às instalações, Lula também se reuniu com estudantes da equipe UFABC Rocket Design, composta por cerca de 130 integrantes de diferentes cursos. O grupo venceu a edição de 2025 da International Rocket Engineering Competition na categoria de foguetes com motor de combustível sólido, alcançando 3.255 metros de altitude com precisão de 99,5% em relação ao apogeu projetado de 3.272 metros.


A competição reúne mais de 150 universidades de diversos países e cerca de duas mil pessoas entre estudantes, professores e mentores. O desempenho da equipe brasileira representou um feito inédito no cenário acadêmico aeroespacial do país.


No âmbito nacional, o Ministério da Educação informou que o Novo PAC destina cerca de R$ 5,5 bilhões à expansão e consolidação das universidades federais e hospitais universitários. Desse total, R$ 73,1 milhões são direcionados à UFABC, incluindo obras, aquisição de equipamentos e fortalecimento das estruturas acadêmicas e de saúde vinculadas à instituição.

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