NÃO PODEMOS NOS CALAR
- Jeanderson Mafra
- há 4 horas
- 4 min de leitura
"Que tempos são estes em que temos de defender o óbvio?" Bertold Brecht
Por Jeanderson Mafra

Pra quem tem o mínimo de senso de humanidade fica difícil não se estarrecer com o cenário internacional de massacres e genocídios que o Ocidente, através do eixo sanguinário EUA-Israel, têm espalhado no Oriente Médio. Nessa mesma frente, não podemos também deixar de perceber o poderoso lobby sionista que age não só para continuar o genocídio palestino como também para calar as vozes que ousam denunciar que é um GENOCÍDIO e é CRIME CONTRA A HUMANIDADE.
É o sadismo elevado a níveis inimagináveis no mundo.
Com a arma retórica de acusar de "antissemitismo" qualquer humanista que aponte seus crimes, eles têm ganhado força e autoridade. Uma autoridade que os sionistas impõem sobre o globo de maneira surpreendente e que, se não nos unirmos agora, chegará a um totalitarismo jamais experimentado.
Se não é assim, vejam o que ocorreu com Charlie Kirk, um jovem da extrema direita estadunidense, que foi assassinado não muito depois de começar a mudar seu pensamento e criticar a política externa estadunidense de submissão a Israel e que colocava este e não seu país em primeiro lugar como ecoava o lema do MAGA. O que ocorreu a Kennedy após ameaçar cortar ajuda financeira à ocupação sionista. A perseguição a Jimmy Carter, um dos poucos presidentes a mostrar simpatia pelo povo palestino e denunciar a limpeza étnica promovida por Israel em seu livro "Palestina: paz; não apartheid" onde já acusava a notória política de segregação que ainda perdura. E isso para citar alguns exemplos vultosos.
A influência do lobby sionista é inegavelmente atuante e perigosa!
Ora, impressiona essa ideia de que um grupo populacional, os judeus, passou a estar - na concepção deste supremacismo sionista - acima de tudo e de todos. Passou a ter o poder de silenciar qualquer crítica, por mais verdadeira que seja. Passou a ter um status de direitos superestimados e a entidade que proclama os representar não devesse sequer se submeter ao exame ético da comunidade humana global circundante.
Aliás, os judeus não erram, não é mesmo? Os judeus são perfeitos, os judeus são uma 'raça' pura (o sionismo repete a voz dos algozes), os mais inteligentes, os que mais sofreram, os mais capazes. São, enfim, um grupo supremo de seres humanos; todos os demais são subalternos. (Sim, conheço muito bem o pensamento que vigora!)
De sorte que o direito internacional é afrontado e o povo palestino, o povo libanês, o povo persa e demais povos do Levante podem ser massacrados como sub-raças, "animais" e "sem alma", como disse, do parlamento sionista, um ministro inominável ao aprovar uma lei para enforcar os palestinos presos e torturado nas masmorras israelenses; muitos destes, meninos de 12 a 15 anos de idade, sem nenhuma acusação e violados em seus direitos desde a infância.
Para expandir a ocupação do Oriente Médio, Israel tem seus tentáculos de coerção e agentes mundo afora - no Brasil, despontou recentemente uma deputada paulista - criando e promovendo leis de silenciamento para que ninguém investigue e diga que seus atos são criminosos.
Tentar fazer justiça pode ser o fim de sua carreira, da sua reputação e até da sua vida, se duvidar!
ONU, Human Rigths Watch, Anistia Internacional e BethSelem, uma ONG sediada na própria ocupação sionista, já reconheceram e publicaram relatórios de como Israel promove crimes de limpeza étnica, de Apartheid; que contamina lençóis freáticos de Gaza deixando sem água potável os palestinos e usa a fome como arma de guerra. Sabemos que Gaza é o maior campo de concentração do mundo onde uma população massiva vice um verdadeiro inferno na terra à mercê de bombas que caem todo tempo deixando milhares de órfãos, amputados e assassinados.
Hitler e seu Reich podem ter se extinguido, mas um legado muito mais eficaz de segregação e negação de direitos foi imposto à humanidade por um Estado pária e genocida.
Estamos diante de um supremacismo e afetação de superioridade incomparáveis que nos foi deixado como herança do pós-guerra.
Estamos a cada dia reféns de uma força que busca controlar o nosso modo de agir, falar e pensar sobre as coisas e o mundo e nos coloca como uma categoria de sub-humanos, inferiores.
Qual será o próximo passo dessa agenda nefanda? Nos levar à forca? Decretar pena de morte àqueles que ainda resistem, que ainda pensam com liberdade e mostram o óbvio da barbárie sendo cometida na Terra? Repito o poeta Brecht: que tempos são estes em temos de dizer o óbvio?
Será que ninguém percebe o quanto estamos em perigo? Será que ninguém vê o quão isso é absurdo?
Pelo povo palestino,
Pelo povo libanês,
pelo povo persa e
pelo povo brasileiro,
que também é exterminado diariamente com armas compradas da entidade assassina que ameaça a humanidade, NÃO PODEMOS NOS CALAR.
As opiniões expressas neste artigo são de inteira responsabilidade do autor e não representam, necessariamente, a linha editorial do Jornal Clandestino, nem a posição dos demais autores do veículo.



































