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Cofundador, Príncipe Harry é processado por ONG africana de combate à AIDS

Uma organização africana de combate ao HIV/AIDS processou o príncipe Harry em 10 de abril de 2026 no Tribunal Superior da Inglaterra e do País de Gales. A entidade, Sentebale, acusa o membro da família real britânica de liderar uma campanha coordenada de difamação iniciada em 25 de março de 2025. Segundo a instituição, as ações atribuídas a Harry causaram danos reputacionais e interrupções operacionais significativas. O processo também inclui Mark Dyer, ex-administrador da organização, como corréu. Um porta-voz de Harry afirmou à Reuters que ele rejeita “categoricamente” as acusações, classificando-as como “ofensivas e prejudiciais”.


Príncipe Harry
Príncipe Harry

A Sentebale, criada há cerca de duas décadas por Harry e pelo príncipe Seeiso do Lesoto em homenagem à princesa Diana, confirmou em comunicado oficial que busca “intervenção, proteção e reparação” judicial diante do que descreve como uma ofensiva midiática deliberada. De acordo com documentos apresentados à Justiça britânica e citados pela imprensa local, a ONG sustenta que os dois acusados foram “os arquitetos dessa campanha midiática negativa”, que teria alcançado ampla repercussão digital e provocado uma onda de ataques virtuais contra a organização.


O litígio se insere em uma crise interna prolongada na Sentebale, que veio à tona a partir de 2023, quando divergências sobre uma nova estratégia de arrecadação de fundos expuseram tensões entre o conselho administrativo e a presidência da instituição. Em março de 2025, Harry e Seeiso renunciaram aos cargos de patronos após a saída de membros do conselho, alegando que a relação com a presidente Sophie Chandauka havia se tornado “irreparável”. Posteriormente, Chandauka acusou Harry de tentar forçar sua saída por meio de intimidação e assédio.


As acusações levaram a uma investigação formal conduzida pela Comissão de Caridade do Reino Unido, concluída em agosto de 2025. O órgão afirmou não ter encontrado evidências que sustentassem as alegações de bullying contra Harry, mas apontou fragilidades na governança da organização e criticou todas as partes envolvidas por permitirem que o conflito interno se tornasse público, comprometendo a estabilidade institucional da entidade.


A reação ao relatório evidenciou a polarização interna: enquanto um porta-voz do príncipe criticou as conclusões da comissão, Chandauka declarou apoio ao documento. Em meio ao impasse, a disputa extrapolou o campo administrativo e passou a envolver a exposição pública de episódios controversos, incluindo críticas de Chandauka à presença de uma equipe de filmagem da Netflix em um evento beneficente em 2024, levada por Harry, além da participação não planejada de Meghan, duquesa de Sussex.


A crise judicial representa mais um episódio de desgaste na trajetória recente de Harry, que, desde o rompimento com a família real britânica em 2020, perdeu a maior parte de seus vínculos institucionais formais, mantendo apenas algumas iniciativas privadas, entre elas a própria Sentebale. A organização, cujo nome significa “não se esqueça de mim” em sesoto, foi concebida como continuidade do legado de Diana, que atuou na redução do estigma em torno do HIV/AIDS até sua morte em 1997, quando Harry tinha 12 anos.


O processo judicial em curso aprofunda a fragmentação de uma instituição originalmente concebida como símbolo de solidariedade internacional, agora envolvida em disputas internas, judicialização e exposição pública, com impactos diretos sobre suas operações e parcerias estratégicas.

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