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Forças israelenses atacam fiéis cristãos durante o Sábado Santo na cidade ocupada de Jerusalém

Forças israelenses atacaram fiéis cristãos no sábado, 11 de abril de 2026, durante as celebrações do Sábado Santo na Jerusalém ocupada. A repressão ocorreu nas imediações da Igreja do Santo Sepulcro, um dos locais mais sagrados do cristianismo. Testemunhas relataram empurrões, agressões físicas e detenções de participantes da cerimônia religiosa. O episódio foi registrado após a imposição de bloqueios e restrições de acesso por parte da polícia israelense. Autoridades palestinas e regionais denunciaram a ação como violação direta da liberdade de culto e do direito internacional.


Forças israelenses reforçam restrições enquanto cristãos ortodoxos visitam a Igreja do Santo Sepulcro
Forças israelenses reforçam restrições enquanto cristãos ortodoxos visitam a Igreja do Santo Sepulcro

As agressões ocorreram enquanto cristãos ortodoxos se reuniam para celebrar o Sábado Santo, data central do calendário religioso que antecede a Páscoa. Segundo informações divulgadas pela agência Anadolu em 11 de abril de 2026, forças policiais israelenses já haviam instalado postos de controle em diversas entradas da Cidade Velha de Jerusalém, submetendo fiéis à verificação de documentos e limitando o fluxo de acesso à Igreja do Santo Sepulcro. Barreiras metálicas e barricadas foram posicionadas em rotas estratégicas, restringindo significativamente a circulação.


Durante a operação, diversos participantes foram empurrados, agredidos fisicamente e detidos pelas forças israelenses, em um padrão de atuação que, segundo relatos locais, buscava dispersar e intimidar os presentes. A ação ocorreu um dia após o Patriarcado Ortodoxo Grego em Jerusalém convocar fiéis a participarem das celebrações, após um período de 40 dias em que a igreja permaneceu fechada, em meio à escalada militar envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.


O Ministério das Relações Exteriores palestino condenou formalmente o episódio, classificando-o como um ataque direto à liberdade religiosa e à presença histórica cristã palestina em Jerusalém. Em nota oficial, o ministério afirmou que as restrições impostas ao acesso à Igreja do Santo Sepulcro violam o direito internacional e rompem com o status quo historicamente estabelecido para os locais sagrados da cidade.


A denúncia também apontou que as ações israelenses fazem parte de uma política sistemática de restrição à presença palestina, incluindo medidas administrativas e educacionais. Entre os casos citados, está a proibição da entrada de mais de 230 professores cristãos em Jerusalém, por meio de um regime de permissões restritivas que afeta diretamente o funcionamento de instituições educacionais palestinas.


Ramzi Khoury, membro do Comitê Executivo da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e chefe do Comitê Presidencial Superior para Assuntos da Igreja, também denunciou o ocorrido. Ele afirmou que as forças israelenses atuaram deliberadamente para intimidar a população e impor uma realidade coercitiva, impedindo palestinos nativos de exercerem seus rituais religiosos. Segundo Khoury, a ação constitui violação direta das normas internacionais que garantem liberdade de culto e proteção a locais sagrados.


A reação internacional incluiu posicionamento do Ministério das Relações Exteriores da Jordânia, que condenou as ações israelenses e rejeitou as medidas classificadas como ilegais e restritivas contra cristãos palestinos. Em comunicado oficial, o governo jordaniano exigiu a suspensão imediata de todas as práticas que impeçam tanto muçulmanos quanto cristãos de realizarem seus rituais religiosos em Jerusalém.


O ministério jordaniano também reforçou a necessidade de respeito ao status quo histórico e jurídico dos locais sagrados da cidade, além de apelar à comunidade internacional para que pressione Israel a interromper violações sistemáticas contra patrimônios religiosos islâmicos e cristãos.


Os घटनos se inserem em um contexto mais amplo de controle territorial e demográfico na Jerusalém ocupada, onde políticas de restrição de acesso, vigilância e repressão têm sido aplicadas de forma recorrente, afetando não apenas muçulmanos, mas também comunidades cristãs palestinas, historicamente presentes na região.

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