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Rússia envia ajuda a Cuba em meio ao bloqueio energético criminoso dos EUA

A Rússia confirmou no domingo (22) o envio de apoio a Cuba em meio à intensificação do bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos. A decisão ocorre dois meses após o presidente Donald Trump decretar estado de emergência nacional para sustentar novas sanções contra fornecedores de combustível da ilha. As medidas restringem o acesso cubano a petróleo e derivados, agravando apagões e escassez de energia em várias províncias. Em resposta, o governo cubano classificou a política estadunidense como um “genocídio em curso” contra sua população.


cuba @oglobo
cuba @oglobo


O vice-primeiro-ministro russo, Alexander Novak, declarou que o Kremlin trabalha “ativamente para apoiar Havana durante sua complexa crise energética”, mas evitou fornecer números ou rotas de fornecimento. A fala, registrada pela agência EFE, coincide com uma nova rodada de sanções que, na prática, penaliza empresas e países terceiros que comercializem combustíveis com a ilha. A estratégia estadunidense, aplicada historicamente desde 1962, volta a operar como mecanismo de estrangulamento econômico para forçar mudanças políticas internas.


Fontes oficiais cubanas relatam redução drástica no abastecimento de diesel e gasolina desde dezembro de 2025, com cortes de energia que chegam a mais de 12 horas diárias em determinadas regiões. Hospitais, transporte público e produção de alimentos estão entre os setores mais afetados. Em comunicados divulgados em Havana, autoridades denunciaram que as sanções impedem inclusive a contratação de navios e seguros marítimos, ampliando o isolamento logístico da ilha.


A aproximação entre Moscou e Havana retoma padrões da Guerra Fria, quando a União Soviética sustentava economicamente o governo cubano frente ao cerco estadunidense. Agora, em um cenário de recomposição geopolítica, a cooperação energética volta a ser instrumento de disputa de influência no Caribe. O governo russo não informou valores, mas analistas de comércio internacional apontam que remessas emergenciais de combustível podem incluir acordos de crédito e compensação bilateral.


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