Especialistas Alertam para Ataque Israelense ao Irã, com Risco de Conflito Mais Intenso que o de 2025
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Em janeiro de 2026, analistas e especialistas em segurança internacional alertam para uma probabilidade crescente de um novo ataque militar de Israel contra o Irã, possivelmente nos próximos três meses. O cenário é alimentado por acusações israelenses de que o Irã está reconstruindo suas capacidades nucleares e de mísseis, pela aprovação tácita dos Estados Unidos sob o presidente Donald Trump e por um contexto regional já volátil, incluindo os protestos internos no Irã e a crise na Venezuela após o sequestro de Nicolás Maduro.

A avaliação de que um novo conflito é provável baseia-se em declarações recentes do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do presidente dos EUA, Donald Trump. Durante um encontro em Mar-a-Lago em 29 de dezembro, Trump advertiu que os EUA agiriam militarmente se o Irã revivesse seu programa nuclear. Netanyahu, por sua vez, tem afirmado publicamente que o Irã está tentando reconstruir sua produção de mísseis balísticos e capacidades nucleares, citando relatórios não confirmados sobre o desenvolvimento de ogivas biológicas e químicas.
Especialistas consultados pela análise apontam que, embora nenhum conflito seja inevitável fora das "leis da física", Israel parece ter o aval de Washington para um ataque caso Teerã seja considerado em reconstrução. Alan Eyre, do Middle East Institute, avalia que tal ação "pode ocorrer em breve, possivelmente nos próximos três meses", dependendo de fatores táticos e da agitação interna no Irã. A ameaça coincide com uma nova onda de protestos no país, motivados por uma severa crise econômica, da qual Teerã afirma que são respostas para interferência ocidental.
Analistas militares projetam que um eventual novo ataque seria predominantemente aéreo, mas mais intenso que a guerra de 12 dias de junho de 2025, que matou mais de mil pessoas. O objetivo israelense seria causar um atraso ainda maior nos programas estratégicos iranianos. Do lado iraniano, espera-se que qualquer resposta seja escalada rapidamente, com bombardeios de mísseis mais massivos e alvos ampliados, numa tentativa de impor um custo dissuasivo alto a Israel para evitar ataques recorrentes.
O cenário regional complica os cálculos. Aliados tradicionais do Irã no "Eixo da Resistência", como o Hezbollah e o Hamas, estão enfraquecidos por conflitos recentes. A Síria pós-Assad não é mais um aliado estável, e a dinâmica de guerra civil no Iêmen, envolvendo o Ansar Alaah, o Conselho de Transição do Sul e a Arábia Saudita, limita a capacidade de apoio coordenado a Teerã. Além disso, a atenção global está dividida com a guerra na Ucrânia, tensões no Estreito de Taiwan e a crise na Venezuela.
O papel dos Estados Unidos em um eventual conflito permanece uma incógnita. Enquanto a administração Trump mantém uma política de pressão máxima contra o Irã e demonstra pouco apetite por uma nova grande guerra no Oriente Médio, especialistas acreditam que Washington deixaria Israel "assumir a liderança" na decisão de atacar, fornecendo posteriormente apoio defensivo contra uma retaliação iraniana com mísseis. A tentativa israelense de vincular a ação militar aos protestos internos no Irã é vista por analistas como um risco, pois ameaças externas historicamente fortaleceram a coesão nacional em Teerã, podendo sufocar o descontentamento popular.




















































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