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EUA reposiciona tropas na Síria para consolidar ocupação de campos petrolíferos

Hoje (18 de abril), os Estados Unidos intensificaram sua presença militar no nordeste da Síria, enviando reforços pesados para bases localizadas em áreas controladas por forças curdas na província de Hasakah — apenas um dia após o fechamento de três de suas oito bases operacionais na região rica em petróleo.



(Arquivo) Exército dos EUA na Síria. Jensen Guillory
(Arquivo) Exército dos EUA na Síria. Jensen Guillory

De acordo com informações do Observatório Sírio para os Direitos Humanos (SOHR), uma aeronave de carga norte-americana desembarcou na base de Qasrek, no oeste de Hasakah, transportando sistemas avançados de radar, equipamentos militares, veículos blindados e dezenas de caminhões carregados com blocos de cimento, combustível e caixas seladas cujo conteúdo não foi revelado.


Fontes do SOHR indicam que o comboio tem como destino áreas estratégicas como Raqqa, Kobani (Ayn al-Arab) e a barragem de Tishreen, epicentro de recentes confrontos entre o governo sírio e as Forças Democráticas da Síria (SDF), aliança liderada por milícias curdas e apoiada por Washington.


No mesmo dia, foram registrados exercícios de fogo real e manobras conjuntas entre tropas estadunidenses e curdos, sinalizando uma reconfiguração tática após a retirada simbólica de tropas de alguns campos petrolíferos.


Reportagem do New York Times revelou que cerca de 600 soldados dos EUA deixaram posições em Conoco e Al-Omar — dois dos maiores campos de petróleo da Síria — como parte de um plano do Pentágono para "consolidar" sua presença. Ainda assim, as autoridades recomendam manter pelo menos 500 soldados no país. Parte significativa do material removido foi redirecionada para a base de Al-Shaddadi, no sul de Hasakah.


Apesar da retórica de retirada, fontes ocidentais apontam que o verdadeiro objetivo seria a reorganização estratégica da ocupação militar no país árabe, iniciada oficialmente em 2015 sob o pretexto de combater o ISIS. Desde então, as forças dos EUA, em aliança com as milícias curdas, controlam vastas regiões do nordeste sírio — incluindo jazidas de petróleo, gás e terras agrícolas férteis — onde são constantemente acusadas de pilhagem sistemática de recursos naturais.


Na semana passada, após intensos confrontos entre o exército sírio e as SDF nas imediações da barragem de Tishreen, foi firmado um acordo entre as partes para cessar as hostilidades. Segundo uma fonte curda ouvida pela AFP, a administração da barragem permanecerá sob controle civil curdo.


Enquanto isso, a base de Al-Tanf, localizada na tríplice fronteira entre Síria, Jordânia e Iraque, continua sendo um dos principais postos avançados da presença militar norte-americana na região — cuja legalidade é amplamente contestada por Damasco e seus aliados.

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