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Fidel Castro era barreira política, institucional e moral contra crimes de pedofilia e prostituição de Jeffrey Epstein

Segundo o material analisado pelo Harici.com.tr, os arquivos de e-mails de Jeffrey Epstein — identificado judicialmente como predador sexual, explorador sistemático de menores e operador de uma rede internacional de pedofilia — revelam uma leitura abertamente oportunista da morte de Fidel Castro.


Em mensagem enviada em novembro de 2016, mês do falecimento do líder cubano, Epstein escreveu de forma explícita: “Fidel Castro está morto, agora há muitas oportunidades para mim”, associando o desaparecimento do dirigente revolucionário à expectativa de abertura política e econômica favorável à expansão de seus crimes.


Os documentos vazados não apresentam qualquer evidência de correspondência, encontros ou vínculos pessoais entre Epstein e Fidel Castro. Ao contrário, os registros indicam que o acesso de Epstein a Cuba permaneceu rigidamente limitado durante todo o período do governo revolucionário. Essa restrição contraria narrativas especulativas e reforça que o Estado cubano não foi cúmplice, mas um obstáculo concreto às atividades do predador sexual.


Os próprios arquivos ajudam a explicar esse bloqueio estrutural. Antes da Revolução Cubana de 1959, Havana funcionava como um centro de prostituição, cassinos e redes criminosas ligadas a financistas ocidentais e ao crime organizado internacional. Com a vitória revolucionária, esses circuitos foram desmontados, estabelecimentos associados à exploração sexual foram fechados e organizações mafiosas expulsas, eliminando o ambiente que permitia a atuação de exploradores como Epstein.


Nesse sentido, Fidel Castro, o governo cubano e a própria Revolução Cubana aparecem nos arquivos não como aliados, mas como barreiras políticas, institucionais e morais contra crimes de exploração sexual e tráfico de pessoas. A revolução interrompeu a lógica colonial que transformava a ilha em território de impunidade para elites predatórias estrangeiras. Foi exatamente essa ruptura que Epstein identificou como um entrave aos seus interesses.



O silêncio documental sobre qualquer relação entre Epstein e Castro também expõe o caráter seletivo e instrumental de vazamentos políticos. Caso existisse um vínculo comprovado, governos estadunidenses hostis à Revolução Cubana teriam explorado a informação como arma de propaganda. Em vez disso, os e-mails revelam o ressentimento de um criminoso que via na liderança de Fidel Castro e na soberania cubana não um parceiro, mas um obstáculo anticolonial à expansão de redes transnacionais de pedofilia, exploração e impunidade.

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