Formação de quadrilha na Papudinha: Bolsonaro transforma a cela em quartel-general da extrema direita
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Preso na Penitenciária da Papudinha, em Brasília, Jair Bolsonaro atua como chefe político de um núcleo golpista que organiza a extrema direita para as eleições de 2026. A cela do ex-presidente, condenado por tentativa de golpe de Estado, converteu-se em centro operacional de decisões eleitorais, à margem da normalidade democrática. Deputados, senadores e governadores buscam autorização judicial para se reunir com o líder encarcerado, tratando sua prisão como bunker político. As definições incluem candidaturas nacionais e a distribuição de palanques estaduais. As informações foram publicadas pelo portal g1 em 31 de janeiro de 2026.

Segundo o g1, a movimentação de bastidores é intensa e permanente, apesar das restrições impostas pelo Judiciário. Já na próxima semana, Bolsonaro deve receber deputados federais do Rio de Janeiro e da Paraíba, além de um senador por Goiás, todos integrantes de um campo político investigado por ações golpistas. Na sexta-feira (30), parlamentares do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais solicitaram formalmente ao ministro Alexandre de Moraes autorização para encontros, tratando o cárcere como espaço legítimo de articulação política.
As decisões centrais do projeto bolsonarista — descrito em investigações como uma organização voltada à ruptura institucional — já estão sendo tomadas de dentro da prisão. Ainda quando estava detido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, Bolsonaro definiu que seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), será o candidato do grupo à Presidência da República em 2026, conforme revelou o g1. A escolha reforça o caráter patrimonialista e familiar de um movimento que busca se perpetuar no poder mesmo após o fracasso do golpe.
Na quinta-feira (29), Bolsonaro tratou diretamente da eleição nacional com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com o g1, Tarcísio confirmou que disputará a reeleição ao governo paulista e reafirmou apoio a Flávio Bolsonaro.

O Judiciário, porém, tem imposto barreiras pontuais. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, teve negado pelo ministro Alexandre de Moraes o pedido para se reunir com Bolsonaro para discutir alianças ao Senado, sob o argumento de que ambos respondem ao mesmo processo por tentativa de golpe, o que impede comunicação direta, conforme decisão citada pelo g1.









































