Filme de Scorsese estreia no Vaticano um ano após morte de Francisco
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- 21 de abr.
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Um filme dirigido por Martin Scorsese sobre o Papa Francisco será exibido no Vaticano em 21 de abril de 2026. A estreia ocorre exatamente um ano após a morte do pontífice argentino, falecido aos 88 anos em 21 de abril de 2025. Intitulada “Aldeas, o Último Sonho do Papa Francisco”, a produção reúne registros inéditos gravados pouco antes de sua morte. A exibição será privada, restrita ao ambiente institucional da Santa Sé. O lançamento mobiliza não apenas o campo cultural, mas também o debate sobre o legado político e social de Francisco dentro de uma Igreja inserida em disputas globais.

De acordo com informações publicadas pela revista norte-americana Variety, o filme foi desenvolvido em colaboração com a Scholas Occurrentes, organização educacional fundada pelo próprio Francisco, que atua em diversos países com projetos voltados à juventude e inclusão social. A produção inclui imagens captadas durante viagens do pontífice à Indonésia e à Gâmbia, além de registros realizados na Itália e na Cidade do Vaticano, compondo um retrato internacional de sua atuação.
A sinopse oficial descreve o longa como o registro do “último testemunho” de Francisco, material que, segundo a produção, nunca havia sido exibido publicamente. O filme também acompanha iniciativas comunitárias em diferentes regiões, destacando experiências em que populações locais produzem e compartilham suas próprias narrativas, numa proposta que busca deslocar o eixo tradicional da produção cultural centralizada.
Ainda segundo a descrição, a obra inclui o retorno de Martin Scorsese à aldeia de seu avô, na Sicília, conectando memória pessoal e trajetória coletiva em um contexto mais amplo. A produção é apresentada como uma convergência entre as visões do cineasta e do pontífice sobre arte, espiritualidade e organização social, propondo o cinema como instrumento de identidade e resistência cultural.
Em comunicado divulgado à imprensa, Scorsese afirmou: “Este filme é uma homenagem ao Santo Padre. Honra a sua memória ao incorporar o espírito do seu mistério e o seu sonho de criar uma cultura cada vez mais humana”. A declaração reforça o caráter simbólico do projeto, que busca consolidar a imagem de Francisco como uma liderança voltada ao diálogo social e à crítica de estruturas excludentes.
A data de lançamento coincide com manifestações públicas de autoridades políticas e religiosas sobre o legado do pontífice. O Papa Leão XIV declarou, em mensagem publicada na rede X durante viagem oficial entre Angola e Guiné Equatorial, que “no primeiro ano sobre a subida ao céu do nosso querido Papa Francisco, as suas palavras e ações continuam cravadas nos nossos corações”.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, também se pronunciou, afirmando que Francisco “voltou à casa do pai”, mas que sua memória permanece viva. Em nota, destacou que “no seu magistério, sempre lembrou o valor da paz, da atenção aos mais frágeis e da responsabilidade para com os outros”, acrescentando que o pontífice “sabia como falar ao mundo com palavras simples, alcançando crentes e não crentes”.



































