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Noruega planeja proibir o comércio de produtos fabricados em assentamentos israelenses.

A agência WAFA registrou em 24 de junho de 2026 uma sequência de ações de forças israelenses e colonos na Cisjordânia ocupada durante o genocídio contra a população palestina. Os registros incluem mortes, detenções, apreensões, demolições e ataques a civis em diferentes localidades como Jenin, Nablus, Tubas, Belém, Jerusalém e Vale do Jordão. No mesmo período, o governo da Noruega anunciou proposta de proibição de comércio com produtos fabricados em assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados.


Visita guiada de colonos israelenses ilegais em Hebron, na Cisjordânia ocupada, no mês passado. _ Foto_ Reuters.
Visita guiada de colonos israelenses ilegais em Hebron, na Cisjordânia ocupada, no mês passado. _ Foto_ Reuters.

Em Jenin, forças israelenses mataram e detiveram um jovem em uma aldeia a oeste da cidade durante operação em área residencial. Em Nablus, colonos atacaram veículos palestinos ao sul da cidade e forças israelenses apreenderam dois veículos. Em Tubas, colonizadores israelenses atacaram trabalhadores palestinos e apreenderam um veículo e um caminhão carregado de uvas.


Em Belém, colonos vandalizaram um veículo pertencente ao conselho de uma vila e forças de ocupação emitiram ordens de paralisação de obras em 15 residências em uma vila próxima. Em outra ação na região, forças israelenses invadiram a vila de al-Rashaida e dispararam munição real nas proximidades de casas. Em nova atualização, forças israelenses invadiram uma vila próxima a Belém e demoliram alicerces de muros de concreto.


Em Jerusalém ocupada, colonizadores israelenses invadiram a vila de Mikhmas, localizada a nordeste da cidade. No norte do Vale do Jordão, forças israelenses apreenderam equipamentos agrícolas. Em diferentes pontos, a WAFA registrou apreensões de bens e restrições a atividades civis palestinas durante o genocídio em curso.


A Liga Árabe, a União Africana e a Organização de Cooperação Islâmica emitiram posicionamento conjunto de condenação à anexação israelense e aos planos de expansão de assentamentos nos territórios palestinos ocupados.


Em Ramallah, o governo da Noruega anunciou proposta legislativa para proibir cidadãos e empresas norueguesas de comercializarem produtos originados em assentamentos israelenses nos territórios palestinos ocupados. O ministro das Relações Exteriores, Espen Barth Eide, declarou: “Os cidadãos e as empresas norueguesas não devem lucrar nem apoiar atividades que perpetuem a atividade ilegal de assentamentos de Israel na Palestina”.


A proposta inclui restrição a importação e exportação de mercadorias oriundas de assentamentos israelenses e proibição de transações imobiliárias relacionadas a essas áreas, com previsão de tramitação no parlamento norueguês.

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