Pesquisadores registram viagem inédita de baleia-jubarte pelo Mar Arábico
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Uma fêmea de baleia-jubarte chamada Luban foi registrada em deslocamento entre a costa de Omã e a costa sudoeste da Índia, em trajeto de 7.000 quilômetros ida e volta. O registro integra um estudo sobre uma população de cerca de 80 baleias que vive no Mar Arábico, ao longo da costa de Omã. A pesquisa utilizou transmissores via satélite instalados em 14 indivíduos e produziu dados de rastreamento por 53 dias, com publicação na revista Frontiers in Marine Science em 18 de junho de 2026.

O caso de Luban constitui o primeiro registro direto de uma baleia-jubarte dessa população cruzando o Mar Arábico em deslocamento de longa distância. O animal foi detectado na costa do estado de Goa, no oeste da Índia, após sair da região de Omã.
A investigação foi conduzida por equipe internacional e analisou movimentos de baleias distribuídas entre a Baía de Hallaniyat, no sul de Omã, e o Golfo de Masirah, no norte do país. O estudo registra que a população permanece concentrada entre essas áreas e regiões próximas ao norte do Iêmen.
Os dados indicam que cinco baleias marcadas no Golfo de Masirah permaneceram na mesma região durante o período de monitoramento. Dois indivíduos se deslocaram até a Baía de Hallaniyat. Seis animais marcados na baía se movimentaram entre Hallaniyat, o Golfo de Masirah e áreas ao norte do Iêmen. O estudo identifica separação genética dessa população em relação a outras baleias-jubarte há cerca de 70.000 anos.
O sistema de monitoramento utilizou 14 transmissores com registro de mergulhos e deslocamentos. O conjunto de dados foi obtido em duas áreas de marcação: Baía de Hallaniyat e Golfo de Masirah.
O autor do estudo Andrew Willson afirmou: “o uso dos transmissores permitiu acompanhar os animais praticamente em tempo real e compreender melhor os hábitos de uma população que se separou geneticamente de outras baleias jubarte há cerca de 70 mil anos”.
A pesquisadora Aida Al Jabri declarou: “As comunidades pesqueiras costeiras de Omã reverenciam e respeitam essas baleias há muitas gerações. Para as sociedades em rápida modernização desta região, o estudo dá maior visibilidade a essas baleias. Isso é fundamental para apoiar sua conservação”.












































