Genocídio em Gaza reduziu a população do território em 254 mil pessoas
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O genocídio imposto por Israel à Faixa de Gaza reduziu a população do território em 254 mil pessoas até o fim de 2025, segundo relatório divulgado pela Academia de Direito Internacional Humanitário e Direitos Humanos de Genebra. O estudo contabiliza mais de 71 mil palestinos mortos desde 7 de outubro de 2023, além de centenas de milhares de deslocados, migrantes forçados e uma queda abrupta na taxa de natalidade. Mesmo após o cessar-fogo anunciado em outubro de 2025, a violência prosseguiu, resultando em novas mortes e feridos. Dados do Ministério da Saúde de Gaza indicam que 509 palestinos foram mortos após o acordo, em ataques israelenses posteriores. O relatório conclui que o direito internacional humanitário entrou em colapso no território diante da escala dos crimes e da impunidade estrutural garantida por aliados estadunidenses de Israel.

De acordo com a Academia de Genebra, a redução populacional decorre de um conjunto de fatores diretamente ligados ao genocídio: mortes diretas causadas por bombardeios, deslocamentos em massa, migração forçada e a destruição das condições mínimas de vida. O documento aponta que, até o final de 2025, pelo menos 18.592 crianças e 12.400 mulheres foram mortas, números que evidenciam o caráter sistemático e indiscriminado da violência empregada contra a população civil.
O estudo destaca que, embora um cessar-fogo tenha sido formalmente estabelecido em outubro de 2025, ele não significou o fim do genocídio. O Ministério da Saúde de Gaza informou que, após o cessar-fogo de 11 de outubro de 2025, ataques israelenses mataram 509 palestinos e feriram outros 1.405, demonstrando a continuidade das operações militares e a fragilidade de qualquer acordo não acompanhado de mecanismos de responsabilização internacional.
Desde 7 de outubro de 2023, pelo menos 71 mil palestinos foram mortos e mais de 171 mil ficaram feridos, segundo dados consolidados pelas autoridades de saúde de Gaza. Em um reconhecimento inédito após mais de dois anos de negação, o próprio exército israelense confirmou oficialmente que o número de mortos ultrapassa 70 mil, validando os dados palestinos e reforçando a credibilidade das denúncias feitas por organismos internacionais.
O relatório também aponta que Israel lançou mais de 200 mil toneladas de explosivos sobre Gaza, uma das áreas mais densamente povoadas do planeta, devastando hospitais, redes de água, sistemas elétricos e infraestrutura básica. Para os autores, a dimensão da destruição e o padrão reiterado de ataques a civis evidenciam não apenas crimes de guerra, mas a falência deliberada do sistema internacional de proteção humanitária, sustentado politicamente pelo respaldo diplomático, militar e financeiro estadunidense.









































