Hamas convoca protestos globais contra o genocídio israelense sob patrocínio dos EUA
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O Movimento de Resistência Islâmica Palestina (Hamas) convocou, em 3 de fevereiro de 2026, protestos internacionais contra o genocídio cometido por Israel na Faixa de Gaza. O chamado ocorre em meio à intensificação de bombardeios e ataques deliberados contra civis e infraestrutura básica em um território submetido a cerco prolongado. Em comunicado oficial, o movimento denunciou a “destruição sistemática” da população palestina e responsabilizou diretamente o governo israelense pela escalada de violência.

No texto intitulado “Apelo Global para Protestos e Campanhas de Pressão Contra a Agressão e o Genocídio em Curso Contra o Nosso Povo Palestino na Faixa de Gaza”, o Hamas descreveu a fase atual do genocídio como uma ofensiva deliberada contra a população civil, com destruição de casas, tendas de deslocados e instalações essenciais. Segundo o comunicado, os ataques israelenses aprofundam de forma intencional a crise humanitária, marcada por escassez extrema de alimentos, água potável e medicamentos.
O movimento apontou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e seu gabinete como responsáveis diretos por “minarem deliberadamente os esforços diplomáticos” e por violarem compromissos assumidos com mediadores internacionais.
“O gabinete do criminoso de guerra Netanyahu persiste em violações diárias do acordo de cessar-fogo, esquivando-se de suas obrigações e demonstrando flagrante desprezo pelo direito internacional, pelas normas humanitárias e pelos valores universais”, afirmou o Hamas.
O grupo alertou que tais violações representam uma ameaça direta a qualquer processo político e inviabilizam a redução da violência no enclave.
O comunicado também denunciou as restrições impostas por Israel à reabertura da passagem de Rafah, no sul de Gaza, classificando-as como parte da estratégia de asfixia do território mesmo após o anúncio do cessar-fogo. Para o Hamas, o controle sobre Rafah compromete a entrada de ajuda humanitária, o deslocamento de feridos e qualquer perspectiva concreta de reconstrução.
O apelo internacional surge diante de números que expõem a dimensão do genocídio. Autoridades de Gaza informaram que, desde o início do cessar-fogo em outubro de 2025, ao menos 526 palestinos foram mortos e 1.447 ficaram feridos em novos ataques israelenses. Desde 7 de outubro de 2023, o total de mortos chegou a 71.803, com 171.570 feridos, resultado direto da ofensiva israelense conduzida com respaldo político, militar e diplomático do governo estadunidense liderado pelo presidente Donald Trump. O Hamas concluiu que o silêncio internacional equivale à cumplicidade e convocou mobilização permanente para pressionar pelo fim do genocídio e pelo respeito efetivo ao cessar-fogo.









































