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Hezbollah afirma que o Irã possui capacidade política, militar e estratégica para derrotar os Estados Unidos e Israel

O líder do Movimento de Resistência Islâmica Libanês (Hezbollah), xeique Naim Qasem, afirmou em 3 de fevereiro de 2026 que o Irã possui capacidade política, militar e estratégica para derrotar os Estados Unidos e Israel em um confronto direto. A declaração foi feita durante um discurso em Beirute em celebração ao nascimento do Imam Mahdi e ao 47º aniversário da vitória da Revolução Islâmica do Irã, ocorrido em 1979.



Naim Qassem, Líder do Hezbollah
Naim Qassem, Líder do Hezbollah

“O Irã resistirá e será capaz de derrotar os Estados Unidos e Israel no confronto que ocorrerá nesta era, porque quem está com Deus Todo-Poderoso é vitorioso”, declarou Qasem, ao parabenizar o povo iraniano e o líder da Revolução Islâmica, aiatolá Seyyed Ali Khamenei, pela data comemorativa. No mesmo discurso, o dirigente do Hezbollah questionou se os povos da região deveriam “pôr um fim a esse desejo de dominação que viola nossos direitos ou nos render a ele”, deixando explícita sua rejeição a qualquer acomodação com a política externa estadunidense.


Qasem classificou como “hegemonia estadunidense em constante expansão” a atuação de Washington no Oriente Médio e em outras regiões, afirmando que alianças internas que aceitam essa lógica não podem ser apresentadas como posições soberanas. “Quem se alia ao inimigo para nos forçar à rendição não está agindo de uma perspectiva nacional”, disse, ao criticar setores do sistema político libanês alinhados às diretrizes dos Estados Unidos. Para o líder do Hezbollah, a posição da Resistência é “de defesa, não de rendição”, diante de um cenário que descreveu como de ameaça existencial.


Ao abordar diretamente Israel, Qasem afirmou que o objetivo real do Estado israelense não é o desarmamento da Resistência Libanesa, mas a ocupação do território do Líbano. “Quando o Ocidente fala sobre a segurança de Israel, na realidade, eles querem o ‘Grande Israel’”, declarou, referindo-se ao projeto expansionista sustentado há décadas por apoio político, financeiro e militar estadunidense e europeu. Segundo ele, o desarmamento do Hezbollah seria apenas “um passo preliminar para o fim de nossa existência”.

O dirigente também denunciou uma ampla campanha conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra os povos muçulmanos, alertando que a região vive uma fase de defesa de sua terra, de seus direitos e de sua própria sobrevivência. “Estamos enfrentando uma agressão existencial que visa nossa eliminação e destruição”, afirmou, ao exortar a população libanesa a rejeitar qualquer forma de submissão. “Entre uma vida marcada pela humilhação e ignomínia e o martírio, escolhemos o caminho do martírio”, disse, ao reiterar que nenhuma potência estrangeira será capaz de desarmar o Hezbollah ou impor-lhe a capitulação.


Por fim, Qasem declarou que a Resistência e seus apoiadores são reconhecidos internacionalmente como “símbolos de soberania e libertação”, em contraste com o que chamou de “falsos pretendentes à soberania” no Líbano. Segundo ele, esses setores “agem de acordo com ordens e ditames dos Estados Unidos”, reforçando a dependência estrutural do país em relação a interesses externos. O discurso insere-se em um contexto regional marcado pelo aprofundamento das tensões entre o eixo da Resistência e a política intervencionista estadunidense, cuja lógica colonial segue sendo contestada por movimentos e Estados que recusam a normalização da dominação.

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