Irã afirma que Israel e os EUA são responsáveis pela atual onda de protestos no país
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O Irã afirmou nesta sexta-feira (9) que Israel e os Estados Unidos são responsáveis pela atual onda de protestos no país, que começaram como manifestações econômicas e se espalharam nacionalmente. Segundo o governo, agências de segurança estão trabalhando para impedir a “desestabilização” e garantir a ordem, enquanto a liderança promete repelir o que chamou de planos estrangeiros para minar a estabilidade interna.

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã declarou oficialmente que Israel e os Estados Unidos são os principais responsáveis pela intensificação dos protestos que tomam diversas cidades iranianas desde dezembro de 2025. As autoridades afirmam que grupos estrangeiros estariam se aproveitando das mobilizações inicialmente motivadas por dificuldades econômicas para “desestabilizar” o país.
Em comunicado citado pela agência estatal de notícias, o governo iraniano alegou que, embora os protestos tenham começado por causa de problemas como a inflação e o enfraquecimento da moeda local, atores externos aproveitaram o descontentamento popular para tentar “minar a vida do povo iraniano”. A declaração também mencionou apoio que, segundo o Irã, teria sido incentivado pelos Estados Unidos.
O texto oficial afirma que as agências de aplicação da lei e o sistema judiciário estão empenhados em neutralizar o que o governo chamou de ameaças internas ligadas a planos estrangeiros, prometendo não demonstrar clemência contra “elementos subversivos”. O governo sustenta que, com o apoio de um “povo orgulhoso e firme”, todas as tentativas de desestabilização serão frustradas.
A posição do Irã ocorre em meio aos protestos, que já levaram a um bloqueio praticamente total da internet no país e confrontos entre manifestantes e forças de segurança. Líderes iranianos, incluindo o aiatolá Ali Khamenei, reiteraram em discursos públicos que as manifestações são fomentadas por inimigos estrangeiros e não apenas por queixas econômicas, enfatizando a necessidade de unidade nacional para enfrentar as pressões externas e preservar a estabilidade do Estado.




















































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