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“Nenhum estadunidense estará seguro.” Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã promete retaliação caso ocorra ataque dos EUA

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, afirmou em 2 de fevereiro de 2026 que o país está totalmente preparado para retaliar qualquer ataque externo. A declaração ocorreu em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos e aliados regionais, após meses de confrontos indiretos e sanções. Mousavi advertiu que “nenhum estadunidense estará seguro” caso haja erro de cálculo contra a República Islâmica. O militar enquadrou o cenário como resultado direto de décadas de pressão, intervenções e hostilidade da política externa estadunidense. Segundo ele, o Irã revisou sua doutrina militar e abandonou uma postura estritamente defensiva.


Brigadeiro general Abdulrahim Mousavi
Brigadeiro general Abdulrahim Mousavi
Falando em Teerã na manhã de segunda-feira, Mousavi declarou que as Forças Armadas Iranianas “pensam apenas na vitória” e que não temem “o poderio superficial do inimigo”. “Estamos totalmente prontos para o confronto e para desferir um tapa retaliatório”, afirmou o major-general, segundo comunicado oficial divulgado pelas Forças Armadas do Irã em 2 de fevereiro de 2026.

O comandante atribuiu o atual clima de tensão à política de pressão contínua exercida pelos Estados Unidos e por seus aliados, que, segundo ele, acumularam “repetidas derrotas” desde a Revolução Islâmica de 1979. Mousavi citou como exemplo recente o que chamou de “guerra complexa, multidimensional e terrorista”, na qual protestos econômicos teriam sido instrumentalizados por interesses externos para promover instabilidade interna, frustrada pela atuação das forças de segurança iranianas.


Ao relembrar confrontos históricos, o militar mencionou a guerra iniciada em 1980, que se estendeu por oito anos, e a chamada “guerra de 12 dias” de junho de 2025, atribuída a ações coordenadas por Washington e Tel Aviv. Segundo Mousavi, esse episódio teria neutralizado “um plano de 20 anos elaborado pelos Estados Unidos e pelo regime sionista”. Para ele, a narrativa de um “Irã fraco” serve apenas para justificar novas investidas intervencionistas.


“O menor erro nos dará carta branca para agir”, disse Mousavi. “O mundo verá uma face diferente de um Irã forte; então nenhum estadunidense estará seguro, e o fogo da região consumirá os Estados Unidos e seus aliados.” Ele acrescentou que, em caso de guerra aberta, forças de resistência regionais atuariam para remover a presença militar estrangeira do Oriente Médio.

O comandante rejeitou ainda especulações sobre um possível bloqueio naval contra o país, classificando-as como desconhecimento de “conceitos básicos de geografia e geopolítica”. Descreveu o Irã como um território vasto e impossível de ser sitiado, mesmo sob pressão combinada.


Segundo Mousavi, após os confrontos recentes, o Irã revisou formalmente sua doutrina de defesa, adotando uma estratégia ofensiva baseada em operações rápidas, sustentadas e assimétricas. “Nossas ações serão rápidas, decisivas e fora dos cálculos dos EUA”, afirmou, usando o acrônimo para se referir ao poder estadunidense.


Em mensagem separada ao ministro da Inteligência, Esmail Khatib, o chefe militar elogiou a expansão das capacidades de inteligência do país. Ele afirmou que a coordenação entre os serviços iranianos permitiu neutralizar planos de espionagem e ações terroristas apoiadas do exterior, deixando os adversários “expostos e humilhados”, segundo nota oficial divulgada no mesmo dia.

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