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Irã convoca embaixadores da UE e acusa bloco de alinhar-se à agenda estadunidense

O governo do Irã convocou, em 3 de fevereiro de 2026, os embaixadores dos Estados-membros da União Europeia (UE) em Teerã para protestar formalmente contra a designação da Guarda Revolucionária Islâmica como organização terrorista. A medida europeia foi classificada por Teerã como “provocativa, ilegal e irresponsável”, além de uma violação direta da Carta das Nações Unidas e do direito internacional.


Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi
Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi

“Os embaixadores dos Estados-membros da União Europeia foram convocados […] ocasião em que o firme protesto do nosso país contra essas ações provocativas foi transmitido a eles”, informou o Ministério das Relações Exteriores do Irã. Durante as reuniões diplomáticas, representantes iranianos denunciaram a decisão europeia como “injustificada e irresponsável” e afirmaram que ela viola princípios centrais do sistema internacional, como a soberania dos Estados e a proibição de ingerência em assuntos internos.


Teerã rejeitou de forma categórica a inclusão da Guarda Revolucionária Islâmica na lista europeia de organizações terroristas, destacando o papel central da força na segurança nacional iraniana e no combate direto ao Daesh na região. Autoridades iranianas classificaram a decisão como um “erro estratégico” e um “insulto imperdoável” à nação iraniana, alertando que o precedente criado pela UE enfraquece o próprio Estado de direito internacional.


Diplomatas iranianos também acusaram países europeus de adotarem posições “enganosas e inapropriadas” diante da conjuntura regional, incluindo o apoio político ao genocídio do povo palestino, a validação da agressão militar israelense contra o Irã em junho de 2025 e o respaldo indireto a atos terroristas ocorridos contra o país em janeiro de 2026. Segundo o Ministério, a Europa deverá ser responsabilizada pelas consequências “destrutivas e ilegais” dessas políticas.


No mesmo dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmail Baqai, afirmou que a decisão europeia constitui uma manobra política alinhada às ações hostis do governo estadunidense e do regime de Tel Aviv contra o Irã. “Embora essa medida não tenha valor prático, ela é considerada altamente repreensível, totalmente ilegal e injustificada”, declarou. Baqai confirmou que cerca de 20 Estados-membros da UE mantêm embaixadas em Teerã e que a convocação diplomática representa uma resposta mínima, com outras medidas em análise. Os embaixadores europeus informaram que encaminharão as objeções iranianas a seus respectivos governos.

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