Irã rejeita chantagem nuclear e descarta transferir urânio para outro país
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O governo do Irã afirmou nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, que não transferirá seu urânio enriquecido para nenhum outro país. A declaração foi feita pelo vice-secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional para Assuntos Políticos, Ali Baqeri Kani. Segundo ele, o estoque nuclear iraniano não está em negociação com os Estados Unidos.

“As autoridades iranianas não têm intenção de transferir materiais nucleares enriquecidos para nenhum país, e as negociações com os Estados Unidos não estão focadas nessa questão”, afirmou Ali Baqeri Kani, em declaração divulgada nesta segunda-feira. A fala responde diretamente a especulações difundidas por governos aliados de Washington e por meios de comunicação ocidentais sobre um suposto acordo que envolveria a retirada do urânio iraniano do território nacional. Teerã considera essas narrativas parte de uma estratégia de pressão política e psicológica.
As declarações de Baqeri ocorreram após o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmar que a Rússia há anos se oferece para auxiliar no processamento ou armazenamento do urânio enriquecido iraniano. “Neste momento, a Rússia continua seus esforços, mantém contato com todas as partes interessadas e permanece disposta a reduzir as tensões em torno do Irã o máximo possível”, disse Peskov, citado pela agência Reuters. Apesar da oferta russa, o governo iraniano deixou claro que não aceitará soluções que impliquem renúncia à soberania sobre seu programa nuclear.
O posicionamento iraniano também responde a informações veiculadas pela mídia israelense, segundo as quais a Turquia teria se oferecido para intermediar a transferência de urânio enriquecido do Irã para Israel. As autoridades de Teerã não comentaram diretamente essa versão, mas reafirmaram que não negociam sob ameaças militares nem aceitam imposições externas. O Irã alertou que qualquer agressão provocaria uma resposta severa e proporcional.
O debate ocorre após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, ordenar a retomada das negociações com os Estados Unidos sobre o programa nuclear, conforme noticiado pela emissora Hispantv. O governo iraniano afirma estar aberto à diplomacia, mas condiciona qualquer avanço ao respeito ao direito internacional e ao reconhecimento de seu direito legítimo ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos. Para Teerã, a insistência estadunidense em impor limites unilaterais e ameaças militares apenas aprofunda a instabilidade regional.
Fontes: Hispantv, Reuters









































