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Israel considera Desarmamento do Hezbollah no Sul do Líbano como "Insuficiente"

Nesta quinta-feira (09/01), o "governo" sionista rejeitou como insuficiente o anúncio do Exército Libanês sobre a conclusão da primeira fase do desarmamento do Hezbollah ao sul do rio Líbano. Apesar do avanço libanês, Israel alega que o partido mantém presença armada na fronteira e continua se rearmando com apoio iraniano, em meio a relatos de que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recebeu sinal verde do presidente dos EUA, Donald Trump, para um possível ataque "preventivo".


O Exército Libanês emitiu um comunicado afirmando ter concluído a primeira etapa de seu plano militar de cinco fases, aprovado em setembro, para assumir o controle operacional do sul do país, região historicamente dominada pelo Hezbollah. As forças armadas libanesas afirmaram ter expandido sua presença ao sul do rio Litani, mas reconheceram que não puderam ocupar posições ainda mantidas por Israel, violando o cessar-fogo de novembro de 2024.


Hezbollah I ARQUIVO
Hezbollah I ARQUIVO

A declaração libanesa recebeu apoio público do presidente Joseph Aoun, do primeiro-ministro Nawaf Salam e do presidente da Câmara, Nabih Berri, que reiteraram pedidos pela retirada israelense do território libanês. As autoridades em Beirute enfatizaram que o desdobramento militar visa estabelecer o monopólio estatal sobre as armas no país, que ainda se recupera dos estragos da guerra de 2024 e de uma grave crise econômica.


A resposta israelense foi imediata e negativa. Em um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou reconhecer a decisão libanesa, mas qualificou os esforços como "limitados". A pasta divulgou um vídeo alegando mostrar estruturas militares do Hezbollah ao sul do Litani, argumentando que o grupo "está se rearmando mais rápido do que está sendo desarmado". O primeiro-ministro Netanyahu classificou o processo como um "começo encorajador, mas longe de ser suficiente".


A tensão é agravada por relatos da mídia sionista. A emissora pública Kan informou que Netanyahu disse a seus ministros ter recebido sinal verde do presidente Donald Trump para atacar o Líbano. Já o site Ynet afirmou que o exército israelense está operacionalmente preparado para uma ofensiva, mas a teria adiado devido aos protestos em curso no Irã. Israel tem ameaçado repetidamente uma nova guerra para desarmar o Hezbollah pela força.


Analistas, como David Wood do International Crisis Group, avaliam que as ameaças e ataques israelenses podem ser tanto uma pressão por mais concessões quanto um risco real de escalada. Ele alerta que novos ataques podem minar a fé da população libanesa na diplomacia. A visita do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, a Beirute nesta semana, para discutir "desafios e ameaças" de Israel, adiciona outra camada de complexidade geopolítica ao cenário já volátil.

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