Rússia promete resposta total se Europa atacar seu território
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O governo da Rússia afirmou que responderá com uma ação militar em larga escala caso países europeus lancem um ataque direto contra seu território. O alerta foi feito no domingo, 9 de fevereiro de 2026, pelo ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov, em entrevista à emissora russa NTV. Segundo ele, Moscou não imporá limites ao uso de seu arsenal diante de uma agressão aberta da Europa. A declaração ocorre em meio à escalada retórica e militar de potências europeias vinculadas à OTAN. O Kremlin acusa França e Reino Unido de alimentarem um cenário de confronto ao priorizarem a militarização em vez de iniciativas diplomáticas.
Durante a entrevista, Lavrov foi direto ao enquadrar o que Moscou considera uma linha vermelha estratégica.
“Se, de repente, a Europa cumprir suas ameaças, se preparar para a guerra contra nós e lançar um ataque contra a Federação Russa, não será uma operação militar especial, mas uma resposta militar em larga escala, empregando todos os meios disponíveis”, declarou.
O chanceler afirmou que a posição russa está amparada pela doutrina militar do país e por advertências anteriores do presidente Vladimir Putin, sem detalhar quais sistemas de armas seriam mobilizados.

O Kremlin reagiu formalmente às declarações recentes de autoridades francesas e britânicas, classificando-as como “perigosas” e desestabilizadoras. O porta-voz do governo russo acusou os países europeus de transformarem o continente em uma “zona de guerra”, ao reforçarem orçamentos militares e promoverem discursos de confronto em detrimento de negociações sobre a Ucrânia.
Lavrov reiterou que a Rússia conduz uma operação militar especial em território ucraniano e negou qualquer intenção de atacar países europeus. “Não temos absolutamente nenhuma necessidade disso”, afirmou, ao mesmo tempo em que alertou para possíveis ações provocativas da OTAN nas fronteiras russas. Moscou sustenta que a expansão militar da aliança atlântica é o principal fator de instabilidade regional.
A escalada verbal ocorre após líderes europeus ampliarem publicamente cenários de guerra. O ministro da Defesa da Alemanha, Boris Pistorius, declarou no início de fevereiro que a Europa “já viveu seu último verão de paz” e sugeriu que a Rússia poderia atacar países da OTAN entre 2028 e 2029, sem apresentar provas concretas.
No mesmo contexto, Reino Unido e França anunciaram que, como parte das chamadas “garantias de segurança” à Ucrânia, pretendem enviar tropas ao território ucraniano após o fim das hostilidades. Moscou reagiu afirmando que qualquer destacamento estrangeiro será tratado como intervenção direta e ameaça à sua segurança nacional. Segundo comunicado oficial, todas as unidades e instalações militares estrangeiras na Ucrânia serão consideradas alvos militares legítimos das Forças Armadas Russas.









































