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Sánchez defende maior protagonismo da China diante da nova ordem global e da crescente desconfiança nos EUA

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defendeu em 13 de abril de 2026 um papel mais ativo da China na ordem global. A declaração foi feita durante visita oficial a Pequim, a quarta em quatro anos, em meio ao desgaste da credibilidade estadunidense. Sánchez apontou que a estabilidade internacional não será possível sem a participação chinesa. O posicionamento ocorre após tensões comerciais com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A visita também acontece no contexto da ofensiva militar contra o Irã iniciada em 28 de fevereiro com apoio israelense.


Pedro Sanchez, presidente da Espanha (primeiro-ministro)
Pedro Sanchez, presidente da Espanha (primeiro-ministro)

Falando na Academia Chinesa de Ciências, em Pequim, Sánchez afirmou que o mundo caminha para uma estrutura multipolar e destacou a crescente desconfiança europeia em relação à previsibilidade política e econômica dos Estados Unidos. A declaração foi registrada pela Associated Press em 13 de abril de 2026. Segundo o primeiro-ministro espanhol, a reorganização do sistema internacional exige maior participação de potências como a China, que, em sua avaliação, desempenha papel central na mediação de crises e na estabilidade global.


A visita ocorreu a convite do primeiro-ministro chinês Li Qiang e incluiu encontros com o presidente Xi Jinping. Durante a agenda, Sánchez defendeu a ampliação das relações entre Europa e China, afirmando ser necessário expandir “as trocas e a cooperação em todas as áreas entre as nações europeias e a China”. Ele também declarou que a Espanha pretende atuar como intermediária estratégica no aprofundamento das relações entre Bruxelas e Pequim.


O movimento diplomático espanhol ocorre em meio ao agravamento das relações com Washington, especialmente após declarações do presidente estadunidense Donald Trump sugerindo uma possível ruptura nas relações comerciais com a Espanha. Em resposta à escalada militar contra o Irã — iniciada em 28 de fevereiro por forças israelenses com respaldo político e operacional estadunidense —, o governo espanhol adotou medidas concretas, incluindo o fechamento de seu espaço aéreo a voos associados à ofensiva, provocando reação imediata de autoridades dos Estados Unidos.


Madri também intensificou críticas ao apoio incondicional de Washington ao regime israelense, especialmente diante das ações militares em curso na Ásia Ocidental, incluindo o genocídio na Faixa de Gaza desde outubro de 2023. A posição espanhola marca um distanciamento significativo em relação à política externa estadunidense, tradicionalmente dominante na orientação estratégica europeia desde o pós-Segunda Guerra Mundial.


Durante reunião com Sánchez, Xi Jinping alertou para o risco de deterioração das relações internacionais em direção ao que chamou de “lei da selva”, em referência à imposição da força sobre o direito internacional. O presidente chinês defendeu o fortalecimento da cooperação bilateral e afirmou que o cenário atual é marcado por “caos e turbulência” e por uma crescente “disputa entre justiça e força”. A declaração reflete críticas indiretas à atuação unilateral dos Estados Unidos em conflitos recentes.


Xi também destacou que a postura dos Estados em relação às normas internacionais revela sua “visão de mundo” e seu “senso de responsabilidade”, sinalizando oposição à lógica intervencionista que tem caracterizado operações militares conduzidas por Washington e seus aliados.


Após o encontro, Sánchez reiterou apoio ao papel da China na mediação de crises, especialmente na Ásia Ocidental, afirmando que Pequim pode contribuir para soluções diplomáticas e para a estabilização regional. Ele também mencionou discussões sobre reformas no sistema multilateral internacional, defendendo que as instituições globais devem refletir “a realidade multipolar do mundo atual”.

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