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Coalizão Palestina no Reino Unido mantém marcha da Nakba em Londres apesar de proibição policial

A Coalizão Palestina no Reino Unido confirmou que realizará a marcha anual da Nakba em Londres, apesar da rejeição do trajeto pela polícia. O ato está marcado para 16 de maio e marca os 78 anos da expulsão em massa do povo palestino de suas terras. A decisão ocorre em meio a denúncias de favorecimento institucional à extrema-direita por parte das autoridades britânicas. A Polícia Metropolitana negou o pedido da coalizão, mas autorizou uma manifestação liderada por figuras da extrema-direita no mesmo dia. Organizações afirmam que a mobilização seguirá como resposta à cumplicidade britânica com os crimes israelenses.


Mais de 500 ativistas do grupo Defend Our Juries, que demonstravam apoio ao Palestine Action como parte da campanha “Lift the Ban” na Trafalgar Square, foram presos em 11 de abril de 2026, em Londres, Reino Unido. (foto por Kristian Buus/In Pictures via Getty Images)
Mais de 500 ativistas do grupo Defend Our Juries, que demonstravam apoio ao Palestine Action como parte da campanha “Lift the Ban” na Trafalgar Square, foram presos em 11 de abril de 2026, em Londres, Reino Unido. (foto por Kristian Buus/In Pictures via Getty Images)

A Coalizão Pare a Guerra, integrante da Coalizão Palestina, declarou em comunicado divulgado em 14 de abril que o objetivo da marcha é “afirmar os direitos dos palestinos e exigir o fim da cumplicidade do Reino Unido” diante da continuidade da ofensiva israelense em Gaza, caracterizada como genocídio. No mesmo texto, a organização afirmou que não permitirá “a marginalização da causa palestina neste dia decisivo”, reforçando a intenção de manter o ato independentemente da decisão policial.


A mobilização também inclui uma ação política direta contra a Polícia Metropolitana. Uma delegação composta por representantes de seis organizações pró-Palestina pretende entregar uma carta formal ao comissário Mark Rowley na sede da Scotland Yard, reiterando o direito de protesto no aniversário da Nakba. O documento, assinado por 180 figuras públicas, denuncia o que classifica como tratamento desigual e exige a reversão imediata da decisão.


Entre os signatários e participantes da delegação estão cidadãos britânicos de origem palestina, além de figuras públicas como os atores Juliet Stevenson, Billy Howle e Khalid Abdalla, acompanhados por parlamentares, líderes sindicais e representantes da sociedade civil. A carta acusa a polícia de “favorecer a extrema-direita em detrimento da Palestina” e descreve a decisão como “vergonhosa”.


O pedido original para a realização da marcha foi protocolado em dezembro de 2025, com solicitação de trajeto pelo centro de Londres. A Polícia Metropolitana recusou a proposta, enquanto autorizou uma manifestação liderada por Tommy Robinson, figura associada à extrema-direita, com percurso por áreas centrais do poder político britânico, incluindo Kingsway, Strand, Trafalgar Square, Whitehall e Parliament Square.

Reino Unido prende mais 13 pessoas por apoio à Palestine Action.©LUSA
Reino Unido prende mais 13 pessoas por apoio à Palestine Action.©LUSA

A Coalizão Palestina denunciou que a autorização concedida configura aval institucional a uma “marcha de ódio no centro político de Londres”. No documento encaminhado à polícia, os organizadores destacam que grupos de extrema-direita já haviam anteriormente “visado o movimento palestino” com “violência verbal e física”, tanto contra manifestantes quanto contra forças policiais.


A Coalizão Palestina reúne diversas organizações, incluindo a Campanha de Solidariedade com a Palestina, a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, a Campanha pelo Desarmamento Nuclear, a Coalizão Pare a Guerra, o Fórum Palestino na Grã-Bretanha e os Amigos de Al-Aqsa, que atuam conjuntamente na mobilização.


No texto, os signatários apelam à liderança policial para que reveja a decisão e convocam “todos aqueles que têm uma consciência viva” a participarem da marcha em 16 de maio, reafirmando o caráter político e simbólico do ato diante do histórico de expulsão e violência contra o povo palestino.

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