Coalizão Palestina no Reino Unido mantém marcha da Nakba em Londres apesar de proibição policial
- www.jornalclandestino.org

- 15 de abr.
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A Coalizão Palestina no Reino Unido confirmou que realizará a marcha anual da Nakba em Londres, apesar da rejeição do trajeto pela polícia. O ato está marcado para 16 de maio e marca os 78 anos da expulsão em massa do povo palestino de suas terras. A decisão ocorre em meio a denúncias de favorecimento institucional à extrema-direita por parte das autoridades britânicas. A Polícia Metropolitana negou o pedido da coalizão, mas autorizou uma manifestação liderada por figuras da extrema-direita no mesmo dia. Organizações afirmam que a mobilização seguirá como resposta à cumplicidade britânica com os crimes israelenses.

A Coalizão Pare a Guerra, integrante da Coalizão Palestina, declarou em comunicado divulgado em 14 de abril que o objetivo da marcha é “afirmar os direitos dos palestinos e exigir o fim da cumplicidade do Reino Unido” diante da continuidade da ofensiva israelense em Gaza, caracterizada como genocídio. No mesmo texto, a organização afirmou que não permitirá “a marginalização da causa palestina neste dia decisivo”, reforçando a intenção de manter o ato independentemente da decisão policial.
A mobilização também inclui uma ação política direta contra a Polícia Metropolitana. Uma delegação composta por representantes de seis organizações pró-Palestina pretende entregar uma carta formal ao comissário Mark Rowley na sede da Scotland Yard, reiterando o direito de protesto no aniversário da Nakba. O documento, assinado por 180 figuras públicas, denuncia o que classifica como tratamento desigual e exige a reversão imediata da decisão.
Entre os signatários e participantes da delegação estão cidadãos britânicos de origem palestina, além de figuras públicas como os atores Juliet Stevenson, Billy Howle e Khalid Abdalla, acompanhados por parlamentares, líderes sindicais e representantes da sociedade civil. A carta acusa a polícia de “favorecer a extrema-direita em detrimento da Palestina” e descreve a decisão como “vergonhosa”.
O pedido original para a realização da marcha foi protocolado em dezembro de 2025, com solicitação de trajeto pelo centro de Londres. A Polícia Metropolitana recusou a proposta, enquanto autorizou uma manifestação liderada por Tommy Robinson, figura associada à extrema-direita, com percurso por áreas centrais do poder político britânico, incluindo Kingsway, Strand, Trafalgar Square, Whitehall e Parliament Square.

A Coalizão Palestina denunciou que a autorização concedida configura aval institucional a uma “marcha de ódio no centro político de Londres”. No documento encaminhado à polícia, os organizadores destacam que grupos de extrema-direita já haviam anteriormente “visado o movimento palestino” com “violência verbal e física”, tanto contra manifestantes quanto contra forças policiais.
A Coalizão Palestina reúne diversas organizações, incluindo a Campanha de Solidariedade com a Palestina, a Associação Muçulmana da Grã-Bretanha, a Campanha pelo Desarmamento Nuclear, a Coalizão Pare a Guerra, o Fórum Palestino na Grã-Bretanha e os Amigos de Al-Aqsa, que atuam conjuntamente na mobilização.
No texto, os signatários apelam à liderança policial para que reveja a decisão e convocam “todos aqueles que têm uma consciência viva” a participarem da marcha em 16 de maio, reafirmando o caráter político e simbólico do ato diante do histórico de expulsão e violência contra o povo palestino.












































