top of page
  • LOGO CLD_00000

Soraya Thronicke abandona bolsonarismo e declara apoio à reeleição do Presidente Lula

A senadora Soraya Thronicke declarou apoio à reeleição do presidente Lula durante evento realizado no Assentamento Monjolinho, em Anastácio, no Mato Grosso do Sul. Ex-aliada de Jair Bolsonaro e candidata à Presidência em 2022, Soraya afirmou que Lula a deixou “de queixo caído” por sua “humanidade” e pela forma de conduzir o governo. A parlamentar também relacionou sua mudança política à atuação em CPIs e CPMIs, nas quais, aliados bolsonaristas evitaram prestar esclarecimentos ao Congresso.


Senadora Soraya Thronicke
Senadora Soraya Thronicke

A declaração foi feita em 26 de maio de 2026, durante agenda pública no interior sul-mato-grossense. No discurso, Soraya afirmou que passou a enxergar diferenças entre o comportamento institucional do atual governo e o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, de quem foi apoiadora na eleição de 2018, quando conquistou vaga no Senado pelo então PSL, partido que serviu de plataforma eleitoral ao bolsonarismo antes de sua fragmentação.


“Eu tenho mil motivos pra dizer do lado de quem eu estou. Presidente Lula me deixou de queixo caído mesmo, pela humanidade, pela forma de agir”, afirmou a senadora. Em seguida, ela associou os problemas estruturais do país ao governo anterior e defendeu a continuidade do atual mandato presidencial. “Pra você estragar um estado, um município e um país, quatro meses você estraga, você detona, você coloca terra arrasada. Pra você reconstruir quatro anos é pouco. Então é por isso que nós vamos reeleger no primeiro turno o presidente Lula”, declarou.

Soraya também afirmou que sua participação em Comissões Parlamentares de Inquérito e Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito alterou sua percepção sobre os grupos políticos em disputa no país. Segundo a parlamentar, representantes ligados ao governo Lula compareceram às comissões para responder questionamentos, enquanto aliados de Bolsonaro adotaram postura de ausência e blindagem política.


“Participei de todas, todos do Lula compareceram, do Bolsonaro nenhum compareceu. Isso é uma vergonha. Então é este o motivo, contem conosco”, disse.

A trajetória política de Soraya Thronicke acompanha parte da reorganização do campo conservador brasileiro após a crise do bolsonarismo e o desgaste institucional produzido durante os anos de governo de extrema direita no Brasil. Eleita em 2018 com 373.712 votos pelo PSL, legenda que capitalizou a ascensão de Jair Bolsonaro após a operação Lava Jato e a radicalização do ambiente político brasileiro, Soraya integrou a base bolsonarista no Senado durante o início do mandato.


Em 2022, lançou candidatura à Presidência da República pelo União Brasil e terminou a disputa em quinto lugar. Naquele momento, tentou apresentar-se como alternativa de direita ao próprio Bolsonaro, em meio à fragmentação do campo conservador e ao desgaste político produzido pela condução do governo federal durante a pandemia de Covid-19, período marcado por ataques às instituições públicas, políticas de desinformação e alinhamento automático à política externa estadunidense.


Durante o governo Lula, Soraya alterou sua posição política e partidária. Em 2023, filiou-se ao Podemos, permanecendo na legenda até 2026. Em abril deste ano, ingressou no PSB, partido que integra a base de sustentação do governo federal. A mudança integra as articulações para sua tentativa de reeleição ao Senado nas eleições de 2026.


O anúncio do apoio à reeleição de Lula ocorre em um cenário de rearranjo político no Congresso Nacional, onde setores que participaram da sustentação do bolsonarismo buscam reposicionamento após derrotas eleitorais, investigações parlamentares e perda de influência institucional. Parte desse movimento envolve parlamentares que passaram a se distanciar da agenda ultraconservadora alinhada aos interesses estadunidenses e ao discurso de ruptura institucional adotado pelo bolsonarismo desde 2018.


Soraya participou de CPIs relacionadas aos atos golpistas de 8 de janeiro e às investigações sobre a condução política do governo Bolsonaro. Nessas comissões, houve sucessivas recusas de aliados do ex-presidente em comparecer para prestar depoimento, além de tentativas de obstrução das investigações parlamentares.

apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

bottom of page