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  • Milhares de haitianos saem às ruas de Porto Príncipe para exigir o fim da violência

    Milhares de haitianos foram às ruas de Porto Príncipe na segunda-feira para exigir o fim da violência armada e a reabertura de estradas e do aeroporto internacional da capital. O protesto ocorreu durante as celebrações do Dia da Bandeira e da Universidade em meio ao avanço territorial de gangues armadas e ao fracasso das operações conduzidas pelo Estado haitiano e por forças estrangeiras. Dados do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) apontam que 1.642 pessoas morreram e 745 ficaram feridas no primeiro trimestre de 2026. VALERIE BAERISWYL/AFP via Getty Images Manifestantes marcharam pelas ruas da capital carregando faixas com frases como “Somos contra uma fachada de paz” e “Com conscientização, construiremos um Haiti melhor”. Parte dos participantes vestia camisetas brancas e carregava bandeiras haitianas e bíblias. Crianças, mulheres e líderes religiosos participaram do ato organizado pelos pastores Marco Zidor e Mackenson Dorilas. “Precisamos de paz no país. Não conseguimos comer nem ir à escola. Queremos paz”, afirmou um manifestante à televisão haitiana. Outro participante cobrou a reabertura das rodovias nacionais, bloqueadas pela atuação de grupos armados que controlam áreas estratégicas do país. “As estradas precisam ser reabertas; não podemos mais usar os barcos. Meu país vai jogar na Copa do Mundo, e as estradas precisam estar abertas para que as pessoas possam vir comemorar”, declarou. Os protestos também expuseram críticas à incapacidade do governo haitiano e das forças internacionais enviadas ao país para conter a expansão das gangues. “Não importa quantos estrangeiros tragamos para estabelecer a paz no país, as gangues continuam a tomar cada vez mais território”, afirmou um manifestante durante a marcha. Outro participante rejeitou propostas de acordos sem mudanças estruturais no país. “Precisamos de paz, mas precisamos de uma paz nacional, uma paz que beneficie todos os haitianos. Não uma paz superficial”, declarou. Os manifestantes exigiram ainda a reabertura do Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, fechado após o aumento dos confrontos armados e dos ataques ligados às gangues que controlam partes de Porto Príncipe. Segundo relatório recente do BINUH, mais de dois terços das mortes registradas entre janeiro e março de 2026 ocorreram durante operações das forças de segurança. O documento aponta ainda que 27% das vítimas foram mortas em ações atribuídas às gangues armadas que disputam o controle de bairros, estradas e rotas comerciais do Haiti.

  • 'Ato de selvageria sem precedentes': Como a nova lei de Israel coloca palestinos no corredor da morte por padrão

    Israel colocou em vigor uma ordem militar que estabelece a pena de morte como sentença padrão para palestinos acusados de ataques que resultem na morte de israelenses. A medida foi assinada em 18 de maio pelo major-general Avi Bluth, chefe do Comando Central israelense, após aprovação do Knesset por 62 votos a 47 em 30 de março de 2026, com apoio direto de Benjamin Netanyahu e do ministro israelense Israel Katz. Organizações palestinas, entidades de direitos humanos e juristas apontam que a norma institucionaliza um sistema jurídico racializado no território palestino ocupado e amplia mecanismos de controle militar sobre a população palestina em meio ao genocídio em Gaza. Entidades palestinas classificaram a nova legislação como “ato de selvageria sem precedentes” A nova ordem determina que tribunais militares israelenses imponham a pena de morte como sentença obrigatória para palestinos condenados por ataques fatais contra israelenses, salvo quando houver “circunstâncias especiais” que permitam prisão perpétua. Após a sentença final, a execução deverá ocorrer em até 90 dias, sem possibilidade de indulto ou comutação da pena. A assinatura da medida foi realizada por Avi Bluth a pedido de Israel Katz, integrante do governo Netanyahu e responsável por declarações utilizadas pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça como evidência de intenção genocida israelense. Katz havia ordenado anteriormente o corte do fornecimento de água para Gaza e ameaçado a população civil palestina com “devastação total”. A legislação foi apresentada como vitória política pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, dirigente do partido Poder Judaico. Após a assinatura da ordem militar, Ben Gvir declarou: “Prometemos e cumprimos”. A medida entrou em vigor na Cisjordânia ocupada, território submetido a um sistema dual de administração jurídica. Palestinos vivem sob legislação militar israelense, enquanto colonos israelenses instalados no mesmo território são julgados por tribunais civis israelenses. A nova pena de morte opera apenas dentro da estrutura militar, atingindo palestinos de forma exclusiva. O advogado e pesquisador de direito internacional Nasir Qadri, da Universidade Koç, afirmou à TRT World que o sistema jurídico militar israelense “nunca foi concebido para julgar culpa; foi concebido para administrar uma população colonizada por meio da lei”. Segundo ele, a taxa de condenação nos tribunais militares israelenses chega a 96%. Qadri declarou que “o prazo de execução de 90 dias e a proibição de indulto ou comutação eliminam resquícios formais de uma estrutura já caracterizada por prisões arbitrárias, detenção em regime de incomunicabilidade, provas secretas que os réus não podem contestar e confissões obtidas sob tortura”. A legislação rompe também com a moratória informal sobre execuções mantida por Israel desde 1962. O Comitê das Nações Unidas para a Eliminação da Discriminação Racial declarou em maio de 2026 que a lei se aplica “de facto apenas aos palestinos”, já que o texto exige intenção de negar a existência do Estado israelense, formulação que exclui réus judeus israelenses. Qadri afirmou que a lei “transforma a administração colonial da vida palestina na administração colonial da morte palestina”. Segundo ele, a medida utiliza “os mesmos instrumentos jurídicos, ordens militares, classificações de segurança e exclusões jurisdicionais” já empregados pela ocupação israelense. O pesquisador citou o artigo 6 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, ratificado por Israel em 1991, que proíbe sentenças de morte obrigatórias por serem consideradas arbitrárias. Especialistas das Nações Unidas também apontaram que a norma viola garantias mínimas de julgamento justo previstas pelo direito internacional. Nos territórios ocupados, palestinos enfrentam tribunais militares compostos por oficiais israelenses fardados. Segundo Qadri, confissões obtidas durante interrogatórios são utilizadas como prova principal. Já cidadãos israelenses são submetidos a tribunais civis com juízes independentes, regras probatórias distintas e direito de recurso à Suprema Corte israelense. “Colocar a mesma sanção capital em ambos os sistemas sem igualar as condições processuais que determinam sua aplicação constitui garantia estrutural de resultados distintos”, afirmou Qadri à TRT World. A nova ordem militar entra em vigor em meio à ampliação do encarceramento palestino. Em março de 2026, cerca de 9.500 palestinos estavam presos por Israel, segundo organizações de defesa de prisioneiros palestinos. Aproximadamente metade estava submetida à detenção administrativa ou classificada como “combatente ilegal”, condição que permite encarceramento sem acusação formal nem julgamento. Entidades palestinas classificaram a nova legislação como “ato de selvageria sem precedentes”. Os grupos acusam Israel de transformar a execução estatal em mecanismo legal integrado ao sistema de ocupação militar enquanto aumentam denúncias de tortura, negligência médica e mortes sob custódia desde a escalada do genocídio em Gaza. Qadri afirmou que a detenção administrativa israelense deriva dos Regulamentos de Emergência britânicos de 1945, herdados do período colonial britânico na Palestina. Segundo ele, Israel administra “um arquipélago de vinte e cinco centros de detenção, prisões e instalações de interrogatório”, sendo vinte e um localizados dentro do próprio território israelense. “O que a lei da pena de morte altera não são as condições materiais da detenção; tortura, negligência médica e desaparecimento forçado já existem. O que muda são as condições existenciais, porque cada pergunta sem resposta sobre um parente detido agora carrega o peso de um prazo para execução”, declarou. A Associação para os Direitos Civis em Israel, a organização Adalah e outras entidades israelenses protocolaram petição na Suprema Corte israelense contra a legislação. As organizações argumentam que a norma possui caráter racial, viola princípios constitucionais e extrapola a autoridade do Knesset ao legislar diretamente sobre a Cisjordânia ocupada. Até o momento, a Suprema Corte israelense não apresentou decisão definitiva sobre o caso. Enquanto isso, tribunais militares israelenses já operam sob a nova ordem, estabelecendo a execução como sentença padrão para palestinos condenados por ataques fatais contra israelenses. “Essa é precisamente a função daquilo que o direito internacional não conseguiu nomear: não apenas matar, mas fazer com que uma população exposta viva em permanente e calculada proximidade da morte como técnica de controle sobre os vivos”, afirmou Qadri. “A lei não se dirige ao réu; dirige-se à população.”

  • O Irã adverte que 'abrirá novas frentes' contra os EUA em caso de novo ataque

    O Irã afirmou que abrirá “novas frentes” contra os Estados Unidos caso volte a ser alvo de ataques militares estadunidenses ou israelenses. A declaração ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira o cancelamento de uma ofensiva planejada contra Teerã para terça-feira. Trump justificou a suspensão do ataque afirmando haver “uma chance muito boa” de alcançar um acordo com o governo iraniano. Iranianos realizam manifestações por seu país e para condenar a agressão israelense. 20 de junho de 2025 | ARQUIVO A ameaça iraniana foi divulgada em meio à escalada militar no Golfo Pérsico e às negociações indiretas entre Washington e Teerã. O governo iraniano declarou que responderá a qualquer nova ofensiva com expansão das operações em diferentes frentes regionais ligadas aos aliados da República Islâmica. Trump afirmou que interrompeu o ataque “no último minuto” diante da possibilidade de avanço diplomático. O anúncio ocorreu após semanas de ameaças militares estadunidenses, movimentação de navios de guerra no Golfo e aumento das tensões em torno do Estreito de Ormuz.

  • Ao Washington Post, Lula afirma que o Brasil não deve “baixar a cabeça” para os Estados Unidos

    O presidente Lula afirmou ao jornal estadunidense The Washington Post que o Brasil não deve “baixar a cabeça” diante dos Estados Unidos nas relações diplomáticas e comerciais. Durante visita à Casa Branca, Lula declarou que pretende negociar com Donald Trump sem abrir mão da soberania brasileira nem aderir ao alinhamento político adotado pelo bolsonarismo. A entrevista ocorreu após meses de tensão entre Brasília e Washington envolvendo tarifas comerciais, sanções e pressões sobre o julgamento de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado. Presidente Lula - Dante Fernandez I AFP Em entrevista publicada pelo The Washington Post no domingo (18), Lula apresentou sua estratégia diplomática com o governo estadunidense como uma combinação de negociação política, manutenção de relações institucionais e defesa da autonomia brasileira diante das disputas internacionais conduzidas por Washington. O presidente afirmou ao jornal que divergências políticas não impedem o diálogo entre chefes de Estado. “Trump sabe que sou contra a guerra com o Irã, discordo da intervenção na Venezuela e condeno o genocídio que acontece na Palestina”, declarou Lula ao periódico estadunidense. “Mas minhas divergências políticas não interferem na minha relação com ele como chefe de Estado.” A entrevista ocorreu durante visita de Lula à Casa Branca e marcou uma reaproximação diplomática entre os governos brasileiro e estadunidense após o agravamento das tensões bilaterais em 2025. No ano passado, Donald Trump impôs tarifas sobre exportações brasileiras e aplicou sanções contra autoridades do Brasil em meio às pressões ligadas ao julgamento de Jair Bolsonaro. O ex-presidente brasileiro foi condenado por tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Ao The Washington Post, Lula afirmou que pretende demonstrar que governos progressistas podem manter relações diplomáticas com setores da direita internacional sem aceitar imposições políticas ou econômicas. O presidente brasileiro também relatou episódios ocorridos durante o encontro com Trump na Casa Branca, incluindo uma conversa sobre os retratos oficiais do presidente estadunidense. “Se eu consegui fazer Trump rir, consigo outras coisas também”, afirmou Lula ao jornal. Segundo o presidente, abandonar o diálogo entre os dois países não representa alternativa para o Brasil diante das disputas comerciais e diplomáticas acumuladas nos últimos anos. Lula também utilizou a entrevista para diferenciar sua política externa da linha adotada pelo governo Bolsonaro. Sem citar diretamente o ex-presidente em parte da conversa, Lula declarou que não precisava convencer Trump de que representava uma opção política melhor para o Brasil porque “ele já sabe disso”. Ao longo da entrevista, o presidente brasileiro voltou a defender o multilateralismo e criticou medidas unilaterais adotadas pelos Estados Unidos na América Latina. Lula afirmou que Washington perdeu espaço econômico e diplomático na região para a China por não apresentar mecanismos de cooperação regional. “Hoje meu comércio com a China é duas vezes maior do que com os Estados Unidos. E essa não é a preferência do Brasil”, declarou. “Se os Estados Unidos quiserem voltar para a frente da fila, ótimo. Mas eles precisam querer isso.” Segundo a reportagem do The Washington Post, Lula busca consolidar a imagem de liderança capaz de dialogar com diferentes setores políticos em meio à reorganização das forças conservadoras na América Latina e às disputas eleitorais previstas para 2026 no Brasil. O jornal estadunidense descreveu o presidente brasileiro como uma figura com experiência diplomática acumulada em negociações internacionais envolvendo governos de diferentes orientações políticas. A entrevista ocorreu em meio ao aprofundamento das disputas comerciais entre Estados Unidos e China e à ampliação da presença chinesa em setores estratégicos da economia latino-americana, incluindo infraestrutura, energia, mineração e comércio exterior.

  • Visita de Putin à China coloca o setor energético em foco, enquanto Trump sinaliza blefe sobre o Irã

    A visita de Vladimir Putin a Pequim nos dias 19 e 20 de maio colocou energia, logística e coordenação geopolítica no centro das negociações entre Rússia e China. Ao mesmo tempo, o presidente estadunidense Donald Trump retomou ameaças contra o Irã após meses de ataques conjuntos EUA-Israel e bloqueios no Estreito de Ormuz. A convergência entre Moscou e Pequim ocorre em meio à escalada militar patrocinada por Washington no Oriente Médio e à ampliação da presença da OTAN nas fronteiras russas. Vladimir Putin e Xi Jinping O presidente russo Vladimir Putin chegou a Pequim para sua primeira viagem internacional de 2026 em um cenário marcado pela crise energética global desencadeada pelos ataques EUA-Israel contra o Irã e pela interrupção parcial do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Segundo a agência estatal russa TASS, Putin permanecerá na China até 20 de maio e deve retornar ao país no segundo semestre para participar da cúpula da APEC em Shenzhen. De acordo com o jornal russo Vedomosti, as conversas entre Putin e Xi Jinping envolvem cooperação política, energia, logística e coordenação estratégica diante das operações militares conduzidas por Washington e Tel Aviv contra Teerã. Alexey Maslov, diretor do Instituto de Estudos Asiáticos e Africanos da Universidade Estatal de Moscou, afirmou que o gasoduto Força da Sibéria 2 será tema central das negociações e declarou que “a cooperação energética e o projeto do gasoduto serão reavaliados”. Maslov também afirmou que Rússia e China estudam novos corredores de infraestrutura após o impacto econômico provocado pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A crise alterou rotas comerciais e aumentou o interesse chinês por projetos ligados à Rota Marítima do Norte e ao transporte terrestre através do território russo. Segundo o analista Vasily Kashin, diretor do Centro de Estudos Europeus e Internacionais da Escola Superior de Economia de Moscou, a visita de Putin ocorre logo após a viagem de Donald Trump à China, mas não estaria ligada diretamente ao calendário diplomático estadunidense. Kashin declarou que Pequim passou a considerar projetos logísticos alternativos diante da instabilidade no Golfo Pérsico provocada pela ofensiva militar EUA-Israel contra o Irã. A pesquisadora Tatyana Kosacheva afirmou ao jornal Izvestia que “a China se beneficia de sua aliança com a Rússia, particularmente porque o país precisa de recursos”. Segundo ela, os dois governos devem ampliar acordos energéticos e aprofundar cooperação militar e estratégica. As conversas entre Putin e Xi também incluem o conflito na Ucrânia. Maslov afirmou que Pequim continua defendendo negociações e que Moscou mantém disposição para dialogar, embora o governo russo acuse os países da OTAN de prolongarem a guerra através do envio contínuo de armamentos ao governo ucraniano. O Tratado de Boa Vizinhança, Amizade e Cooperação firmado entre Rússia e China em 2001 completa 25 anos em 2026. Segundo Maslov, o acordo não sofrerá alterações porque atende aos interesses dos dois países e não prevê a formação de uma aliança militar formal. Enquanto Moscou e Pequim aprofundam articulações econômicas e diplomáticas, Donald Trump voltou a ameaçar Teerã. O Vedomosti afirmou que Washington ainda não possui uma estratégia definida para encerrar a operação militar contra o Irã iniciada há três meses e que o presidente estadunidense retomou “tentativas diárias de intimidar Teerã”. Vladimir Pavlov, pesquisador do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade MGIMO, afirmou que Washington continuará utilizando bloqueios econômicos, ataques cibernéticos e pressão militar contra o Irã. Segundo Pavlov, Trump avalia os impactos políticos internos de uma nova escalada militar antes das eleições legislativas de novembro. Konstantin Sukhoverkhov, integrante do Conselho Russo de Assuntos Internacionais, declarou que não existe cenário de redução de tensões entre Washington e Teerã porque ambos mantêm posições incompatíveis. O pesquisador afirmou que “não há atualmente um cenário envolvendo o Irã que não inclua outra rodada de tensões”. O cientista político Farkhad Ibragimov declarou ao Izvestia que a diplomacia fracassou porque “ambos não querem e não conseguem ouvir um ao outro”. Segundo ele, Washington não conseguiu alcançar os objetivos políticos esperados após os ataques ao Irã. Alexey Chernyayev, especialista em política estadunidense, afirmou que Trump pode optar por uma terceira fase da guerra contra o Irã. Ibragimov declarou que, para alcançar os objetivos definidos pela Casa Branca, Washington teria de iniciar uma operação terrestre em larga escala, envolvendo milhares de soldados estadunidenses, cenário que ampliaria os custos militares e eleitorais do governo Trump. A crise no Oriente Médio também alterou projeções do mercado internacional de petróleo. A consultoria Kept revisou sua previsão para o preço médio do barril Brent em 2026, indicando aumento de 14% em relação ao ano anterior. Segundo relatório citado pelo Vedomosti, o bloqueio quase total do Estreito de Ormuz provocou “o maior choque de oferta da história”. O especialista Oleg Zhirnov afirmou que a escassez física de petróleo no mercado internacional impulsionou a revisão das projeções. Segundo ele, mesmo após eventual reabertura do estreito, os danos à infraestrutura energética e às rotas de navios-tanque manterão pressão sobre os preços por pelo menos um trimestre. Yekaterina Krylova, analista do Centro de Análise e Especialização da PSB, declarou que os preços do petróleo devem permanecer acima de US$ 100 por barril enquanto persistirem os confrontos no Oriente Médio. Segundo ela, estoques armazenados em navios-tanque e instalações terrestres estão sendo reduzidos. Em paralelo às negociações sino-russas e à escalada contra o Irã, Rússia e Bielorrússia iniciaram exercícios militares conjuntos voltados ao uso de armas nucleares. O jornal Kommersant informou que as manobras ocorrem em resposta ao aumento das operações militares da OTAN próximas às fronteiras russas e bielorrussas. Dmitry Kornev, fundador do portal Military Russia, afirmou que os exercícios representam “uma mensagem política e militar” destinada à Ucrânia, aos países da OTAN e à União Europeia. Segundo ele, Moscou e Minsk buscam demonstrar capacidade de coordenação militar diante da expansão das atividades militares ocidentais na região. Dmitry Stefanovich, pesquisador do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia Russa de Ciências, declarou que os exercícios lembram à comunidade internacional que “o Estado da União possui um guarda-chuva nuclear cobrindo todo o seu território”. Ao mesmo tempo, governos europeus seguem ocultando dados completos sobre armamentos enviados à Ucrânia. Segundo a embaixada russa em Paris, citada pelo Izvestia, a França não divulga quantidades exatas nem cronogramas de entrega de equipamentos militares enviados a Kiev. O diplomata russo afirmou que Paris tornou públicas entregas de caças Mirage e mísseis SCALP, mas esconde detalhes logísticos e números completos das remessas. O Izvestia afirma que Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Holanda e países bálticos também ocultam parte das informações relacionadas ao fornecimento de armas. Kirill Pikhtov, pesquisador do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais da Academia Russa de Ciências, declarou que governos europeus utilizam a ocultação de dados para reduzir desgaste político interno e criar “incerteza estratégica” sobre as capacidades militares ucranianas. Ivan Timofeev, diretor-geral do Conselho Russo de Assuntos Internacionais, afirmou que governos europeus continuarão promovendo a chamada “coalizão dos dispostos” como instrumento de pressão política contra Moscou e mecanismo de alinhamento com a política externa estadunidense.

  • O Irã revela detalhes de uma proposta de 14 pontos aos EUA com o objetivo de pôr fim à guerra

    O governo iraniano divulgou nesta terça-feira os termos de uma proposta de 14 pontos enviada aos Estados Unidos para encerrar a guerra iniciada por Washington e Israel contra Teerã em fevereiro. O documento exige o fim das operações militares em todas as frentes, a retirada das forças estadunidenses do entorno iraniano, o levantamento das sanções e compensações pelos danos causados durante os ataques. A proposta foi apresentada em meio à escalada militar promovida pelo governo estadunidense no Golfo Pérsico e ao bloqueio naval imposto contra portos iranianos desde abril. Foto: AFP via Getty Images Os detalhes da proposta foram apresentados pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, durante reunião com integrantes da Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do parlamento iraniano. Segundo a agência estatal iraniana IRNA, o representante iraniano apresentou um relatório sobre as negociações indiretas entre Teerã e Washington e afirmou que o texto reafirma “o direito do Irã ao enriquecimento de urânio e às atividades nucleares pacíficas”. A proposta iraniana estabelece o encerramento dos confrontos “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, além da retirada do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos. O documento também exige a libertação de ativos iranianos congelados no exterior e o pagamento de compensações por Washington pelos danos causados durante os ataques militares contra o território iraniano, medida que Teerã afirma ser necessária para financiar a reconstrução de áreas atingidas. Segundo Gharibabadi, a proposta inclui ainda “a remoção de todas as sanções unilaterais e resoluções do Conselho de Segurança da ONU, bem como a retirada das forças americanas das áreas ao redor da República Islâmica”. A exigência iraniana ocorre após o aumento da presença militar estadunidense no Golfo Pérsico, no Mar Arábico e nas proximidades do Estreito de Ormuz. A proposta revisada foi entregue aos Estados Unidos por meio de mediadores paquistaneses. A imprensa iraniana informou na segunda-feira que o novo documento contém 14 pontos. Em 10 de maio, Teerã já havia enviado uma resposta formal a uma proposta apresentada por Washington para encerrar os confrontos. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”. No sábado, Trump voltou a ameaçar o Irã com novos ataques militares. Em publicação na plataforma Truth Social, o presidente estadunidense divulgou uma imagem de navios de guerra com bandeiras estadunidenses e iranianas acompanhada da frase “Before the storm, all was calm” (“Antes da tempestade, tudo estava calmo”). A mensagem foi interpretada por meios diplomáticos iranianos e veículos regionais como nova ameaça de escalada militar por parte de Washington. Na noite de segunda-feira, Trump anunciou o adiamento de um ataque planejado para terça-feira contra o Irã. Segundo o presidente estadunidense, a suspensão ocorreu após pedidos apresentados pela Arábia Saudita, pelo Catar e pelos Emirados Árabes Unidos. Em nova publicação, Trump afirmou ter instruído o aparato militar estadunidense “a estar preparado para prosseguir com um ataque total e em grande escala contra o Irã, a qualquer momento, caso um acordo aceitável não seja alcançado”. O impasse diplomático ocorre após a imposição de um bloqueio naval estadunidense contra portos iranianos desde 13 de abril. As medidas atingem instalações localizadas ao longo do Estreito de Ormuz, rota marítima por onde transita parte das exportações globais de petróleo e gás. O bloqueio foi apresentado por Washington como instrumento de pressão nas negociações conduzidas por mediação paquistanesa. Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz e passou a exigir coordenação prévia de embarcações com autoridades iranianas para travessia da região. A medida elevou tensões no Golfo Pérsico e ampliou preocupações sobre o cessar-fogo em vigor desde 8 de abril entre forças iranianas e a aliança militar conduzida por Estados Unidos e Israel. A proposta iraniana foi divulgada pela IRNA em meio à manutenção das negociações indiretas conduzidas por intermediários paquistaneses e ao deslocamento de meios militares estadunidenses para a região do Golfo.

  • Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5, após recuo de Trump no Irã

    O dólar fechou abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (18) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã. A decisão reduziu a pressão nos mercados financeiros e levou moedas de países periféricos a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias sob impacto das ameaças militares de Washington no Oriente Médio. A bolsa brasileira encerrou o pregão em queda de 0,17%, mas reduziu perdas após a sinalização de recuo da Casa Branca. ARQUIVO O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,998, com recuo de 1,34%, segundo dados do mercado financeiro divulgados pela Agência Brasil e pela Reuters. A moeda estadunidense abriu a sessão cotada a R$ 5,04 e perdeu força durante a tarde, após as declarações de Trump sobre a suspensão temporária da operação militar contra Teerã. Em maio, a moeda acumula alta de 0,92%. No acumulado de 2026, registra queda de 8,93%. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 176.975,82 pontos, com baixa de 0,17%. Durante a sessão, o indicador chegou a cair 0,83% por volta das 15h30, antes de recuperar parte das perdas após a redução das tensões envolvendo o Irã. O movimento ocorreu em meio à retirada líquida de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira por investidores estrangeiros apenas na primeira metade de maio, segundo dados da B3. O anúncio de Trump interrompeu parte do movimento de aversão ao risco provocado pelas ameaças de ataque estadunidense ao território iraniano. O governo em Washington informou que a ofensiva havia sido suspensa para permitir negociações diplomáticas com Teerã. A sinalização teve impacto imediato sobre moedas de países emergentes, entre elas o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano, que avançaram frente ao dólar após dias de pressão provocada pela possibilidade de escalada militar no Oriente Médio. O temor dos mercados estava ligado aos efeitos de uma intervenção militar estadunidense sobre o petróleo e sobre a inflação internacional. Mesmo com o adiamento da ofensiva, o preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 112,10, com alta de 2,6%. O barril WTI, referência do mercado estadunidense, encerrou o dia a US$ 104,38, avanço de 3,33%. A valorização do petróleo ocorreu apesar da desaceleração das tensões ao fim do pregão, refletindo a permanência da instabilidade geopolítica criada pelas movimentações militares dos Estados Unidos na região. O Oriente Médio concentra parte da produção global de petróleo e qualquer ameaça de bloqueio ou ataque sobre rotas estratégicas altera projeções de oferta e inflação em escala internacional. No cenário doméstico, operadores também reagiram à manutenção das expectativas de juros elevados no Brasil. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou a projeção da taxa Selic para o fim de 2026 a 13,25% ao ano. A perspectiva de juros altos ampliou o interesse de investidores pelo real, em meio à busca por rendimentos financeiros mais elevados. Indicadores da economia brasileira ficaram em segundo plano durante a sessão. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação mensal. O resultado veio abaixo das projeções do mercado financeiro.

  • A aposta de Milei em Israel e Trump que pode isolar a Argentina

    O presidente argentino Javier Milei ampliou o alinhamento político da Argentina com Benjamin Netanyahu e o presidente dos Estados Unidos Donald Trump em meio à escalada no Oriente Médio. Declarações de Milei sobre Irã, Palestina e Israel provocaram rejeição dentro da própria Argentina, segundo pesquisas citadas no debate público do país. Dados de institutos argentinos mostram oposição majoritária ao envolvimento da Argentina em agendas militares e diplomáticas ligadas aos interesses estadunidenses e israelenses. Javier Milei Durante discurso realizado em março de 2026 na Universidade Yeshiva, nos Estados Unidos, Javier Milei se definiu como “o presidente mais sionista do mundo”. Na mesma intervenção, classificou o Irã como inimigo da Argentina e citou os atentados contra a embaixada israelense em Buenos Aires, em 1992, e contra a AMIA, em 1994. Milei justificou a posição com base no que chamou de “aliança estratégica” entre Argentina, Israel e Estados Unidos. A formulação marca mudança na política externa argentina e aproxima Buenos Aires da linha política construída por Donald Trump e Benjamin Netanyahu. O governo argentino passou a adotar posições ligadas ao discurso de confronto contra o Irã e de alinhamento diplomático com Israel em organismos internacionais. O movimento ocorre em paralelo à dependência econômica argentina de acordos financeiros negociados com Washington. Em 2025, o governo dos Estados Unidos aprovou programa de swap cambial de US$ 20 bilhões para auxiliar a estabilização do peso argentino antes das eleições legislativas. O acordo fortaleceu a relação política entre Milei e Donald Trump. O presidente argentino participou de encontros conservadores ligados ao trumpismo nos Estados Unidos e recebeu de Trump a definição de “presidente favorito”, segundo relatos citados no texto original. A aproximação incluiu mudanças na posição histórica da Argentina sobre Palestina e Jerusalém. O governo argentino anunciou a transferência da embaixada argentina em Israel para Jerusalém em 2026, rompendo com a posição diplomática adotada anteriormente pelo país sobre o status internacional da cidade. Em maio de 2024, a Argentina votou contra resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas que apoiava a adesão plena da Palestina à ONU. Em setembro do mesmo ano, Buenos Aires votou contra resolução que exigia o fim da ocupação israelense dos territórios palestinos. As votações romperam com a política mantida durante décadas pela diplomacia argentina em defesa de solução negociada de dois Estados. O governo Milei também declarou a Força Quds iraniana como organização terrorista em janeiro de 2026 e classificou o Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica da mesma forma em março. Durante visita a Israel em abril, Milei afirmou que a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã era “a coisa certa a fazer”. O presidente argentino passou a apresentar o alinhamento argentino como parte de uma luta internacional contra o terrorismo. O governo também promoveu, ao lado de Netanyahu, os chamados “Acordos de Isaac”, iniciativa voltada à ampliação das relações israelenses com países latino-americanos. Pesquisas de opinião citadas no texto mostram resistência interna à política externa de Milei. Levantamento AtlasIntel/Bloomberg realizado em março de 2026 indicou que 64% dos argentinos avaliaram como “muito negativas” as declarações de Milei sobre o Irã e sobre o apoio à ofensiva liderada por Estados Unidos e Israel. Apenas 19,9% consideraram as falas positivas ou muito positivas. O mesmo levantamento mostrou rejeição à participação argentina no chamado “Conselho de Paz”, estrutura ligada à proposta de Donald Trump para Gaza. Segundo os dados, 57,5% dos entrevistados declararam oposição total à entrada da Argentina no organismo. Apenas 23,7% apoiaram integralmente a iniciativa. Outra pergunta da pesquisa tratou do envio dos Capacetes Brancos argentinos para força internacional de estabilização. O levantamento apontou 58,3% de rejeição à medida e 32,7% de apoio. Pesquisa do instituto Zuban Córdoba mostrou que 72,7% dos argentinos rejeitam uma ofensiva envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã. Apenas 14,2% apoiaram esse cenário. Entre eleitores de Milei, 53,4% declararam oposição à participação argentina em uma ofensiva militar. O levantamento também mostrou que 66,4% dos entrevistados consideram que a posição internacional de Milei não representa o país. O debate expõe divisão entre a estratégia de alinhamento automático adotada pelo governo argentino e setores da sociedade que mantêm tradição de resistência à tutela política estadunidense sobre a América Latina. O texto cita correntes do peronismo, da esquerda e setores nacionalistas argentinos como grupos que diferenciam cooperação diplomática e combate ao terrorismo de adesão política às ofensivas militares promovidas por Washington e Tel Aviv. O artigo afirma que Milei converteu temas ligados aos atentados de 1992 e 1994 em instrumento de alinhamento ideológico com Donald Trump e Benjamin Netanyahu. O texto sustenta que a política externa argentina passou de uma posição cautelosa para participação simbólica em disputas externas sem capacidade concreta de interferência sobre o equilíbrio político e militar do Oriente Médio. O material também aponta que a aproximação serve aos interesses diplomáticos de Netanyahu em meio ao aumento das denúncias internacionais sobre o genocídio em Gaza e às tentativas do governo dos Estados Unidos de manter apoio internacional às ações israelenses.

  • OMS convoca comitê de emergência após mortes por Ebola chegarem a 131

    A Organização Mundial da Saúde convoca reunião do comitê de emergência após o avanço do surto de Ebola na República Democrática do Congo. O número de mortes chegou a cerca de 131, segundo dados do Ministério da Saúde do país, com 513 casos suspeitos registrados. O surto se espalha para Uganda enquanto autoridades de saúde reúnem especialistas para discutir medidas de resposta. República Democrática do Congo vive novo surto de ebola - arquivo O Ministério da Saúde da República Democrática do Congo, sob responsabilidade de Samuel Roger Kamba, informou que os registros atuais apontam cerca de 131 mortes e 513 casos suspeitos relacionados ao surto de Ebola. Os dados anteriores indicavam 91 mortes em 350 casos suspeitos, o que demonstra variação conforme novas investigações epidemiológicas. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou estar “profundamente preocupado com a escala e a velocidade da epidemia” em sessão na Assembleia Mundial da Saúde em Genebra. A Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de interesse internacional após a detecção do surto na República Democrática do Congo e em Uganda. Um comitê de emergência formado por especialistas internacionais foi convocado para reunião em 19 de maio de 2026 para avaliação técnica e recomendações ao diretor-geral da OMS. O órgão informou que o surto envolve a cepa Bundibugyo do vírus Ebola, associada a registros anteriores de alta taxa de mortalidade e ausência de vacina aprovada. As autoridades de saúde indicam que não existe vacina ou tratamento aprovado para a cepa Bundibugyo. A vacina Ervebo, produzida pela empresa estadunidense Merck, é utilizada contra a cepa Zaire e apresenta estudos com proteção parcial contra a cepa em circulação. O diretor interino do departamento científico dos Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças, Mosoka Fallah, afirmou que o comitê analisará evidências disponíveis para definição de resposta técnica ao surto. O Ministério da Saúde da província de Ituri informou envio de 18 toneladas de suprimentos médicos pela Organização Mundial da Saúde, incluindo equipamentos de proteção individual e materiais de testagem. A representante da OMS em Ituri, Anne Ancia, declarou: “Já enviamos 12 toneladas de suprimentos. Outras seis toneladas chegarão hoje. Isso inclui equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde da linha de frente e amostras”. O epicentro do surto permanece na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, na fronteira com Uganda e Sudão do Sul, área com circulação ligada à atividade de mineração de ouro. Autoridades registram expansão dos casos para províncias vizinhas em distância de até 200 quilômetros e atravessamento de fronteiras. O Ministério da Saúde da Alemanha informou à agência AFP que o governo alemão prepara atendimento a um cidadão dos Estados Unidos infectado durante atividade profissional na República Democrática do Congo. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos confirmaram que o caso foi identificado após exposição no país africano e resultado positivo no final de 18 de maio de 2026.

  • Turquia comemora o Dia de Atatürk, da Juventude e do Esporte em 19 de maio

    A Turquia realizou cerimônias em 19 de maio em diferentes cidades para marcar o Dia de Atatürk, da Juventude e do Esporte. A data marca o início da Guerra de Independência iniciada em 1919 por Mustafa Kemal Atatürk. As atividades incluíram visitas oficiais ao mausoléu de Anıtkabir em Ancara. Em 19 de maio de 1919, Mustafa Kemal Atatürk chegou de Istambul a Samsun, no Mar Negro, após receber a função de Inspetor Geral dos Exércitos Otomanos na Anatólia. Istambul estava sob ocupação de forças aliadas no período final do Império Otomano. A partir desse deslocamento, teve início o movimento que resultou na Guerra de Independência e na formação da República da Turquia em 1923. O Dia de Atatürk, da Juventude e do Esporte foi comemorado em toda a Turquia em 19 de maio. / AA Atatürk atribuiu à data de 19 de maio referência pessoal e política e declarou o dia como base simbólica do processo de independência. Em 1938, a data passou a ser dedicada à juventude e ao esporte por decisão associada ao próprio Atatürk. O dia passou a integrar o calendário de feriados nacionais com atividades culturais e esportivas. Em mensagem publicada na plataforma turca NSosyal, o presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou: “Presto minha homenagem respeitosa a Gazi Mustafa Kemal Atatürk, Comandante-em-Chefe de nossa Luta Nacional, seus companheiros de armas e os membros heróicos de nossas forças armadas, conhecidas como o Lar do Profeta”. Erdogan também declarou: “Recordo com carinho nossos mártires que sacrificaram suas vidas por nossa nação e desejo aos nossos veteranos uma vida saudável e próspera”. O Ministro da Juventude e do Esporte, Osman Askin Bak, participou de cerimônia em Anıtkabir com delegação formada por vice-ministros, diretores-gerais, atletas e jovens. A comitiva depositou coroa de flores com os dizeres “Ministério da Juventude e do Esporte” no mausoléu, realizou momento de silêncio e cantou o hino nacional. Bak assinou o Livro Memorial de Anıtkabir e escreveu: “19 de maio, o primeiro passo rumo à libertação, simboliza a resistência da nossa nação contra a opressão, o seu renascimento e a sua determinação pela independência. Este legado sagrado, confiado por vocês à juventude turca, continua vivo hoje com a mesma fé, espírito e direção.”

  • Relatório levanta dúvidas sobre a capacidade mental de Trump para liderar

    Um relatório publicado pela revista estadunidense The Atlantic coloca em questão a acuidade mental do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, de 79 anos. O texto aponta que o comportamento do presidente dos Estados Unidos Donald Trump durante seu segundo mandato levanta dúvidas sobre estabilidade, discernimento e acuidade mental. O debate inclui chamadas para aplicação da 25ª Emenda e pesquisa que indica 59% da população estadunidense considera que ele não possui capacidade mental para o cargo. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos O artigo da revista estadunidense The Atlantic, intitulado “Um tipo diferente de presidente em declínio”, afirma que a idade de Donald Trump, que se aproxima dos 80 anos, altera a forma como sua condição é observada no debate político. O texto cita episódios como atividade em rede social com mais de 50 publicações em uma noite, uso da plataforma Truth Social em padrões repetidos, insultos dirigidos a jornalistas com termos como “desagradável”, “estúpido”, “feio” e “traidor”, além de relatos de sono durante reuniões públicas. O material também menciona marcas nas mãos cobertas por maquiagem e discursos com digressões longas. O relatório inclui referência a discussões sobre a 25ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que trata de incapacidade para exercício da presidência. Parlamentares do Partido Democrata aparecem associados a pedidos de avaliação do mecanismo constitucional. O texto cita ainda pesquisa que indica que 59% da população estadunidense considera que o presidente dos Estados Unidos Donald Trump não possui capacidade mental para o cargo. O artigo menciona que o debate sobre saúde mental do presidente dos Estados Unidos Donald Trump se intensifica em seu segundo mandato e inclui avaliação de comportamento em eventos públicos e em redes sociais. O material descreve também episódios de fala prolongada e interrupções em discursos, além de referências a cochilos durante atividades oficiais.

  • Mortes em ataques israelenses ao Líbano passam de 3.000

    Pelo menos 32 pessoas morreram e 64 ficaram feridas em ataques aéreos israelenses no sul e sudeste do Líbano nas últimas 24 horas. O Ministério da Saúde do Líbano informou que o total de mortos desde o início da escalada armada chegou a 3.020 pessoas e 9.273 feridos. As operações de resgate continuam em diferentes áreas e o número de vítimas pode variar conforme novos levantamentos. O Ministério da Saúde do Líbano mantém atualização contínua dos registros de vítimas O Ministério da Saúde libanês informou em comunicado que os ataques ocorreram no dia 18 de maio e atingiram regiões do sul e sudeste do país, mesmo com cessar-fogo em vigor desde 17 de abril. O órgão indicou que equipes de resgate seguem atuando em pontos atingidos e que novos corpos podem ser retirados dos escombros ao longo do dia. O balanço divulgado inclui dados atualizados até o momento da publicação em 19 de maio de 2026, às 11h27. O levantamento oficial aponta que, desde 2 de março, quando se iniciou a escalada armada, o número total de mortos alcançou 3.020 e o de feridos chegou a 9.273. O Ministério da Saúde do Líbano registrou novas vítimas em áreas do sul, incluindo ataques a uma residência em Kfar Dounine, que resultaram em seis mortos e sete feridos, segundo informações divulgadas pela mídia local. As “Forças de Defesa de Israel” mantêm ataques diários no território libanês e seguem confrontos com o Movimento de Resistência Islâmica Libanês (Hezbollah), apesar do cessar-fogo anunciado em 17 de abril e prorrogado até 17 de maio. Em paralelo às ofensivas, representantes de Israel e do Líbano participaram de negociações em Washington com mediação do Departamento de Estado dos Estados Unidos para extensão do cessar-fogo por 45 dias, com previsão de nova rodada de conversas em 2 e 3 de junho. O Ministério da Saúde do Líbano mantém atualização contínua dos registros de vítimas enquanto estruturas atingidas permanecem sob análise em diferentes regiões do sul e sudeste do país. O comunicado oficial inclui a contabilização de mortos e feridos desde o início da escalada em 2 de março e a inclusão dos novos ataques registrados nas últimas 24 horas.

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