top of page
  • LOGO CLD_00000

Dólar cai e fecha abaixo de R$ 5, após recuo de Trump no Irã

O dólar fechou abaixo de R$ 5 nesta segunda-feira (18) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar o adiamento de uma ofensiva militar contra o Irã. A decisão reduziu a pressão nos mercados financeiros e levou moedas de países periféricos a recuperar parte das perdas registradas nos últimos dias sob impacto das ameaças militares de Washington no Oriente Médio. A bolsa brasileira encerrou o pregão em queda de 0,17%, mas reduziu perdas após a sinalização de recuo da Casa Branca.


ARQUIVO
ARQUIVO

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 4,998, com recuo de 1,34%, segundo dados do mercado financeiro divulgados pela Agência Brasil e pela Reuters. A moeda estadunidense abriu a sessão cotada a R$ 5,04 e perdeu força durante a tarde, após as declarações de Trump sobre a suspensão temporária da operação militar contra Teerã. Em maio, a moeda acumula alta de 0,92%. No acumulado de 2026, registra queda de 8,93%.


O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 176.975,82 pontos, com baixa de 0,17%. Durante a sessão, o indicador chegou a cair 0,83% por volta das 15h30, antes de recuperar parte das perdas após a redução das tensões envolvendo o Irã. O movimento ocorreu em meio à retirada líquida de R$ 3,9 bilhões da bolsa brasileira por investidores estrangeiros apenas na primeira metade de maio, segundo dados da B3.


O anúncio de Trump interrompeu parte do movimento de aversão ao risco provocado pelas ameaças de ataque estadunidense ao território iraniano. O governo em Washington informou que a ofensiva havia sido suspensa para permitir negociações diplomáticas com Teerã. A sinalização teve impacto imediato sobre moedas de países emergentes, entre elas o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano, que avançaram frente ao dólar após dias de pressão provocada pela possibilidade de escalada militar no Oriente Médio.


O temor dos mercados estava ligado aos efeitos de uma intervenção militar estadunidense sobre o petróleo e sobre a inflação internacional. Mesmo com o adiamento da ofensiva, o preço do petróleo voltou a subir nesta segunda-feira. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou cotado a US$ 112,10, com alta de 2,6%. O barril WTI, referência do mercado estadunidense, encerrou o dia a US$ 104,38, avanço de 3,33%.


A valorização do petróleo ocorreu apesar da desaceleração das tensões ao fim do pregão, refletindo a permanência da instabilidade geopolítica criada pelas movimentações militares dos Estados Unidos na região. O Oriente Médio concentra parte da produção global de petróleo e qualquer ameaça de bloqueio ou ataque sobre rotas estratégicas altera projeções de oferta e inflação em escala internacional.


No cenário doméstico, operadores também reagiram à manutenção das expectativas de juros elevados no Brasil. O boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou a projeção da taxa Selic para o fim de 2026 a 13,25% ao ano. A perspectiva de juros altos ampliou o interesse de investidores pelo real, em meio à busca por rendimentos financeiros mais elevados.


Indicadores da economia brasileira ficaram em segundo plano durante a sessão. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou queda de 0,7% em março na comparação mensal. O resultado veio abaixo das projeções do mercado financeiro.


apoie a ampliação do nosso trabalho

Valoriza o que estamos fazendo? Considere apoiar a ampliação do nosso trabalho com uma contribuição.

Frequência

1 vez

Mensal

Anual

Valor

R$ 10

R$ 20

R$ 30

R$ 40

R$ 50

R$ 100

R$ 200

Outro

editora
clandestino

Ao adquirir um de nossos arquivos, você contribui para a expansão de nosso trabalho.

MAIS VENDIDOS

bottom of page