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Milhares de haitianos saem às ruas de Porto Príncipe para exigir o fim da violência

Milhares de haitianos foram às ruas de Porto Príncipe na segunda-feira para exigir o fim da violência armada e a reabertura de estradas e do aeroporto internacional da capital. O protesto ocorreu durante as celebrações do Dia da Bandeira e da Universidade em meio ao avanço territorial de gangues armadas e ao fracasso das operações conduzidas pelo Estado haitiano e por forças estrangeiras. Dados do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti (BINUH) apontam que 1.642 pessoas morreram e 745 ficaram feridas no primeiro trimestre de 2026.


VALERIE BAERISWYL/AFP via Getty Images
VALERIE BAERISWYL/AFP via Getty Images

Manifestantes marcharam pelas ruas da capital carregando faixas com frases como “Somos contra uma fachada de paz” e “Com conscientização, construiremos um Haiti melhor”. Parte dos participantes vestia camisetas brancas e carregava bandeiras haitianas e bíblias. Crianças, mulheres e líderes religiosos participaram do ato organizado pelos pastores Marco Zidor e Mackenson Dorilas.


“Precisamos de paz no país. Não conseguimos comer nem ir à escola. Queremos paz”, afirmou um manifestante à televisão haitiana. Outro participante cobrou a reabertura das rodovias nacionais, bloqueadas pela atuação de grupos armados que controlam áreas estratégicas do país. “As estradas precisam ser reabertas; não podemos mais usar os barcos. Meu país vai jogar na Copa do Mundo, e as estradas precisam estar abertas para que as pessoas possam vir comemorar”, declarou.


Os protestos também expuseram críticas à incapacidade do governo haitiano e das forças internacionais enviadas ao país para conter a expansão das gangues. “Não importa quantos estrangeiros tragamos para estabelecer a paz no país, as gangues continuam a tomar cada vez mais território”, afirmou um manifestante durante a marcha.


Outro participante rejeitou propostas de acordos sem mudanças estruturais no país. “Precisamos de paz, mas precisamos de uma paz nacional, uma paz que beneficie todos os haitianos. Não uma paz superficial”, declarou.


Os manifestantes exigiram ainda a reabertura do Aeroporto Internacional Toussaint Louverture, fechado após o aumento dos confrontos armados e dos ataques ligados às gangues que controlam partes de Porto Príncipe.


Segundo relatório recente do BINUH, mais de dois terços das mortes registradas entre janeiro e março de 2026 ocorreram durante operações das forças de segurança. O documento aponta ainda que 27% das vítimas foram mortas em ações atribuídas às gangues armadas que disputam o controle de bairros, estradas e rotas comerciais do Haiti.

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