Ouro cai após ameaças vazias de Trump enquanto guerra estadunidense contra o Irã segue impactando mercados.
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Ouro cai após ameaças vazias de Trump enquanto guerra estadunidense contra o Irã segue impactando mercados.
Os preços do ouro recuaram nesta quinta-feira (2) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reafirmar a continuidade da ofensiva militar contra o Irã sem apresentar novos elementos concretos. O metal precioso caiu 1,3% no mercado à vista, cotado a US$ 4.694,48 por onça, segundo dados da Reuters publicados pela Arabi21. Os contratos futuros nos Estados Unidos registraram queda ainda maior, de 1,9%, alcançando US$ 4.723,70. A retração interrompe uma sequência de quatro dias consecutivos de alta, que havia levado o ouro ao maior nível desde 19 de março. O movimento ocorre em meio à escalada da guerra iniciada em 28 de fevereiro, que continua desestabilizando cadeias energéticas e pressionando a economia global.
Antes do pronunciamento televisionado, os preços do ouro subiam mais de 1%, refletindo o aumento da aversão ao risco diante da intensificação das tensões geopolíticas. No entanto, o discurso de Trump, marcado por retórica agressiva e ausência de novidades estratégicas, provocou uma reversão imediata nos mercados. O presidente estadunidense declarou que atacará o Irã “com muita força” nas próximas duas ou três semanas e afirmou que pretende “enviá-lo de volta à Idade da Pedra”, alegando que os objetivos militares estariam próximos de serem alcançados.
A resposta dos mercados expõe uma contradição estrutural: enquanto a máquina de guerra estadunidense avança, os investidores reagem mais à previsibilidade do conflito do que à sua escalada em si. Paralelamente, os preços do petróleo Brent subiram mais de 4%, impulsionados pelo risco crescente sobre o fornecimento global de energia. Ao mesmo tempo, o fortalecimento do dólar e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense de 10 anos pressionaram o ouro, tradicionalmente visto como ativo de proteção.
Os impactos da guerra já se refletem de forma mais ampla. Em março, o ouro acumulou queda de 11%, a pior desde 2008, evidenciando como a ofensiva militar iniciada em 28 de fevereiro alterou drasticamente o comportamento dos mercados. A disparada dos preços do petróleo intensificou pressões inflacionárias globais, ampliando as incertezas sobre a política monetária do Federal Reserve e aprofundando a instabilidade econômica.
Outros metais preciosos acompanharam o movimento de queda: a prata recuou 2,9%, cotada a US$ 72,95; a platina caiu 1,8%, para US$ 1.928,26; e o paládio registrou baixa de 1,4%, a US$ 1.451,85. O cenário reforça que, para além das flutuações de mercado, a guerra conduzida por Washington segue reorganizando a economia internacional sob lógica de choque — onde a destruição geopolítica se converte em volatilidade financeira e oportunidade especulativa.



































