Iraque mantém mil prisioneiros do daesh sob cerco enquanto potências se esquivam de assumir seus próprios combatente
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O Ministério da Justiça do Iraque informou nesta quinta-feira (2) que cerca de 1.000 detidos ligados ao Estado Islâmico seguem sob investigação na Prisão Central de Karkh, em Bagdá. O complexo está cercado por cordões de segurança impostos pelo Serviço Antiterrorismo e pelo Departamento Penitenciário iraquiano. As autoridades confirmaram que nenhum dos presos foi transferido e que os julgamentos ainda não resultaram em sentenças definitivas. A informação foi divulgada pelo porta-voz do ministério, Ahmed Laibi, conforme comunicado oficial.

Segundo Laibi, “os membros da organização terrorista estão atualmente detidos na Prisão Central de Karkh e não serão transferidos para outro local neste momento”. Ele acrescentou que o perímetro foi reforçado com “cordões de segurança impostos pelas forças do Serviço Antiterrorismo e por membros do Departamento Penitenciário Iraquiano”, indicando preocupação constante com tentativas de fuga ou resgate.
O porta-voz detalhou que os interrogatórios seguem em curso e que “1.000 deles já foram investigados, e nenhuma sentença judicial foi proferida contra eles”. Ele ressaltou que eventuais condenações à morte dependerão de ratificação presidencial para terem validade, conforme a legislação iraquiana.
Apesar do volume de detidos, Laibi afirmou que “nenhum dos países cuja nacionalidade os terroristas do ISIS possuem solicitou a transferência de seus nacionais”.
O Ministério da Justiça indicou que poderá firmar memorandos de entendimento com países interessados em receber seus cidadãos após o cumprimento das penas, excluindo aqueles condenados à morte. Até o momento, porém, não há acordos concretos em vigor.
O sistema prisional iraquiano permanece sobrecarregado, operando como linha de frente de um problema que ultrapassa fronteiras nacionais. O cerco físico à prisão de Karkh simboliza, ao mesmo tempo, o controle imediato sobre os detidos e o isolamento político de um Estado que continua arcando com os desdobramentos de uma guerra que não começou — mas que segue sendo obrigado a administrar.



































