Irã afirma que arsenal estratégico permanece intocável
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O Irã declarou nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, que suas instalações de produção de mísseis e drones seguem fora do alcance de ataques conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel. A afirmação foi feita por um porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia, segundo a agência Tasnim.
De acordo com o porta-voz, a infraestrutura estratégica iraniana — incluindo centros de produção de mísseis de longo alcance, drones e sistemas avançados de defesa aérea — está localizada em áreas desconhecidas pelos serviços de inteligência adversários. “Os inimigos não têm acesso a esses locais e nunca terão”, declarou, acrescentando que as avaliações de Washington e Tel Aviv são “incompletas” e subestimam a capacidade militar iraniana.
O representante militar também classificou como “erro” qualquer tentativa de atingir essas instalações, afirmando que os alvos previamente bombardeados pelas forças estadunidenses e israelenses seriam “insignificantes” diante do real aparato estratégico do país. Segundo ele, esforços para mapear o volume de mísseis, drones e equipamentos iranianos são “inúteis”, indicando uma estratégia deliberada de opacidade e dispersão como resposta à superioridade tecnológica adversária.
A escalada atual tem origem direta na ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, quando ataques aéreos atingiram múltiplas regiões do Irã, resultando em vítimas civis e destruição de infraestrutura crítica. A narrativa oficial estadunidense tenta enquadrar a operação como medida de “contenção”, mas os dados apontam para uma ação coordenada de desestabilização regional, com impactos diretos sobre a população civil e a soberania iraniana.
O porta-voz reiterou que a continuidade das operações militares é inevitável: “As respostas do Irã serão cada vez mais poderosas, generalizadas e destrutivas”.
O discurso oficial iraniano reforça uma linha de enfrentamento prolongado, sustentada tanto por capacidade militar quanto por mobilização política interna.
O cenário aponta para um aprofundamento da crise regional, com riscos de expansão do confronto para além das fronteiras iranianas, especialmente considerando a presença de bases militares estadunidenses em países vizinhos.



































