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A violência no Haiti deixa oito mortos e centenas de deslocados

Ataques de grupos armados deixaram oito mortos, três feridos e centenas de deslocados no Haiti. Os confrontos ocorreram em diferentes regiões do país durante o fim de semana. Moradores relatam ausência de resposta estatal diante do avanço das gangues armadas. A escalada da violência no Haiti atingiu áreas como Terre Noire, Drouillard, Fouchard, Sarthe e Varreux, após confrontos entre os grupos Pyè 6, Chen Mechan e Canaan. Os ataques provocaram deslocamento forçado de moradores e destruição de residências, segundo informações divulgadas pela teleSUR em 12 de maio de 2026.


Em abril de 2026, a ONU registrou mais de 1.600 mortes relacionadas à violência armada no Haiti apenas no primeiro trimestre do ano
Em abril de 2026, a ONU registrou mais de 1.600 mortes relacionadas à violência armada no Haiti apenas no primeiro trimestre do ano

Uma pessoa deslocada relatou à imprensa: “Passamos várias noites em claro antes de deixarmos nossas casas”. O morador pediu anonimato por medo de represálias. A crise também atingiu a região de Savién, onde integrantes da gangue Grand Grif emboscaram motociclistas em uma estrada que conecta áreas do Vale do Artibonite. O presidente do Conselho Administrativo da Secção Comunal, Wilbert Michel, informou que oito pessoas morreram e três ficaram feridas no ataque.


Os agressores roubaram cinco motocicletas, incendiaram outras três e furtaram animais pertencentes a agricultores da região. O ataque atingiu uma área agrícola utilizada como corredor de circulação de mercadorias e pessoas. Moradores afirmam que a Polícia Nacional Haitiana enfrenta dificuldades para controlar o território mesmo com presença de veículos blindados e agentes armados. Relatos indicam que operações policiais não impediram novos ataques nem interromperam o avanço das gangues sobre comunidades civis.

A crise haitiana se aprofunda em meio à deterioração das instituições estatais após anos de intervenção estrangeira, sanções econômicas, ocupações militares e operações internacionais conduzidas sob liderança estadunidense e da ONU. O Haiti permanece sob presença de forças internacionais e estruturas de tutela externa desde a ocupação estadunidense iniciada em 1915, seguida por missões militares estrangeiras apoiadas por potências ocidentais.


Em abril de 2026, a Organização das Nações Unidas registrou mais de 1.600 mortes relacionadas à violência armada no Haiti apenas no primeiro trimestre do ano. O crescimento das gangues armadas ocorre em meio à ausência de serviços públicos, colapso econômico e deslocamento interno de milhares de pessoas em Porto Príncipe e em outras regiões do país.

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