Abraço eterno: a fascinante história dos “Amantes de Valdaro”
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Dois esqueletos em posição de abraço foram encontrados em Valdaro, norte da Itália, dentro de uma tumba do período Neolítico. A escavação ocorreu em fevereiro de 2007 sob direção de Elena Menotti. A análise osteológica indica idade aproximada de 20 anos para cada indivíduo, altura de 1,57 metro, ausência de lesões ósseas e deposição após morte.

A descoberta ocorreu na região de Valdaro, próxima a Mântua, na Lombardia, durante escavações arqueológicas conduzidas em 2007. A equipe encontrou uma sepultura com dois esqueletos frente a frente, com braços e pernas entrelaçados. O sítio reúne cerca de 30 sepultamentos, com apenas um caso de enterramento duplo.
A equipe registrou objetos de sílex na sepultura, com um artefato próximo ao pescoço do esqueleto masculino, uma lâmina junto à coxa do outro indivíduo e duas lâminas sob a região pélvica. A hipótese de morte violenta não encontrou suporte em exames ósseos. A disposição dos objetos passou a ser tratada como parte do contexto funerário.
Interpretações iniciais incluíram hipótese de morte sequencial com sacrifício de um dos indivíduos, sem confirmação por evidência óssea. A ausência de fraturas ou marcas de trauma sustentou a leitura de deposição post mortem com arranjo intencional dos corpos.
O sítio arqueológico não apresenta vestígios de assentamento associado ao período. Estudos indicam área com presença de zonas alagadas e canais de água durante o Neolítico. Essas condições aparecem relacionadas à preservação dos restos humanos.
A retirada do material arqueológico ocorreu por meio de remoção do bloco de sedimento que continha a sepultura, mantendo a posição original dos esqueletos para análise em laboratório. O conjunto foi transferido para o Museu Arqueológico Nacional de Mântua, onde permanece em exposição junto ao bloco original de sedimentos.












































