Ataques israelenses matam quatro homens e um menino em Gaza e um adolescente na Cisjordânia
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Os ataques israelenses em Gaza e na Cisjordânia ocupada resultaram na morte de pelo menos oito palestinos em um único dia, incluindo crianças. O grupo de direitos humanos B'Tselem condenou o que descreveu como assassinato de crianças e adolescentes palestinos na Cisjordânia. Os dados incluem mortes registradas em ataques aéreos, drones e incursões terrestres em áreas residenciais e abrigos de deslocados.

Na Cisjordânia, Ahmad Jawad Jaber, de 15 anos, morreu após ser baleado no peito e na cabeça durante uma incursão das forças israelenses no bairro de Umm al-Sharayit, em el-Bireh, próximo a Ramallah, em 29 de junho de 2026. O Ministério da Saúde palestino informou que o adolescente chegou ao hospital já sem vida. A governadora de Ramallah e el-Bireh, Laila Ghannam, esteve no Complexo Médico da Palestina durante a entrega do corpo e declarou à AFP: “Hoje, testemunhamos uma execução clara e deliberada em plena luz do dia”, classificando o episódio como “uma vergonha para todas as instituições que alegam defender a democracia e os direitos humanos”.
Em Gaza, um drone israelense atingiu a ponte Wadi al-Salqa, na rua al-Baraka, no centro do enclave, matando Malik Wael Abu Shaweesh, de 8 anos, além de Ali Fayez Isbaitan e Hassan Salman al-Hanajra, segundo a agência Wafa. Em outro ponto, uma mulher deslocada de 23 anos e sua filha de um ano morreram após ataque contra uma tenda no bairro de al-Mawasi, em Khan Younis, no sul de Gaza. O Complexo Médico Nasser informou ainda a morte de um homem de 31 anos em Qarara, a noroeste de Khan Younis, e de duas pessoas em outro ataque contra abrigos de deslocados na área costeira do mesmo município.
A organização B'Tselem divulgou relatório em 30 de junho de 2026 afirmando que forças israelenses mataram 241 crianças e adolescentes palestinos na Cisjordânia desde 7 de outubro de 2023. A entidade declarou: “O assassinato generalizado e sem precedentes de crianças e adolescentes palestinos na Cisjordânia é resultado de uma política israelense mais ampla que permite o assassinato de palestinos praticamente sem responsabilização”, segundo sua diretora executiva, Yuli Novak. O relatório também registrou recusa de autoridades israelenses em devolver corpos de algumas crianças às famílias.
Os ataques de 29 de junho de 2026 também incluíram bombardeios no sul de Gaza, onde Eileen al-Farra, de 13 anos, morreu após ferimentos por estilhaços, segundo registros médicos locais.












































