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Apoio eleitoral a Netanyahu cai à medida que oposição ganha força antes das próximas eleições

Pesquisas divulgadas em 25 de junho de 2026 indicam queda de apoio à coalizão do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu no parlamento. Levantamentos apontam vantagem da oposição caso eleições ocorram no outono. Dados também registram rejeição pública a acordos sobre isenção militar de judeus ultraortodoxos.


Netanyahu
Netanyahu

Uma pesquisa publicada pela emissora pública israelense KAN em 25 de junho de 2026 indica que os partidos de oposição obteriam 67 cadeiras no Knesset, contra 53 da coalizão governista liderada pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O cenário projetado colocaria a oposição em posição de formar governo e retirar Netanyahu do cargo.


O levantamento atribui ao partido Likud, liderado por Benjamin Netanyahu, 23 cadeiras. O partido Yahad (Juntos), ligado ao ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, aparece com 16 cadeiras. O Yisrael Beiteinu, liderado por Avigdor Liberman, registra 10 cadeiras. O Otzma Yehudit, liderado por Itamar Ben Gvir, soma nove cadeiras.


A pesquisa também avaliou a posição da população sobre um possível acordo entre o governo e partidos ultraortodoxos que permitiria a judeus haredi matriculados em yeshivas isenção do serviço militar. O resultado indica que 52% dos entrevistados são contrários, 23% favoráveis e 25% sem posição definida. O levantamento foi conduzido pelo Instituto Kantar em 24 de junho de 2026, com 553 participantes.


O debate sobre o serviço militar ocorre em paralelo a críticas internas sobre a condução de políticas de guerra de Israel no Líbano e no Irã e sobre o genocídio da população palestina em Gaza, no contexto de mobilização das forças armadas israelenses.


Uma pesquisa separada do Canal 13 de Israel aponta que 43% dos entrevistados consideram Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, como nome preferido para primeiro-ministro. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aparece com 39% nesse cenário. No confronto com Naftali Bennett, Eisenkot aparece com 42% contra 21%. Em outro recorte, Netanyahu registra 44% contra 41%.


Um levantamento anterior do Canal 12 de Israel indica que 59% dos entrevistados defendem a saída de Benjamin Netanyahu da vida política.


Benjamin Netanyahu responde a processo por acusações de corrupção. Relatos de dezembro do ano anterior indicam que o presidente israelense Isaac Herzog avaliou a possibilidade de indulto condicionado à saída de Netanyahu da política. Netanyahu afirmou em coletiva de imprensa que não aceitaria acordo judicial nem deixaria a vida política.


O julgamento de corrupção de Benjamin Netanyahu sofreu interrupções ao longo de operações militares iniciadas por Israel em 2023 contra Gaza, Líbano e Irã. Representantes da oposição afirmam que a continuidade das operações militares tem relação com o andamento dos processos judiciais.


Benjamin Netanyahu declarou que não retirará tropas israelenses do sul do Líbano, mesmo após cessar-fogo e memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã. Em declaração na quarta-feira, afirmou: “Enquanto eu for primeiro-ministro, manteremos a zona de segurança no sul do Líbano”.


O ministro da Defesa israelense Israel Katz declarou que não haverá retirada do território libanês mesmo sob solicitação de Washington. Ele afirmou que cerca de 200 mil libaneses deslocados não poderão retornar às suas localidades de origem.


As forças israelenses mantêm presença militar em áreas do sul do Líbano, sul da Síria, Gaza e Cisjordânia palestina em meio a operações em curso.

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