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As forças russas neutralizaram mais de 750 drones

O Ministério da Defesa da Rússia informou em 4 de junho que suas forças derrubaram 754 veículos aéreos não tripulados ucranianos em 24 horas e realizaram ataques contra infraestrutura utilizada pelo exército de Kiev. Moscou declarou que as operações atingiram instalações militares, centros de lançamento de drones, estruturas energéticas e pontos de implantação de combatentes ucranianos e mercenários estrangeiros. Os dados foram divulgados em meio à continuidade da operação militar russa e à intensificação da disputa entre a Rússia e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em território ucraniano.


Foto: EFE
Foto: EFE

Segundo o relatório militar russo, cerca de 1.300 militares ucranianos foram colocados fora de combate em diferentes setores da linha de frente. A avaliação apresentada pelo comando russo atribui ao Grupo de Forças Central mais de 315 baixas entre as tropas de Kiev. O Grupo de Forças Ocidental teria provocado até 190 baixas, enquanto o Grupo de Forças Sul registrou até 125.


Ainda de acordo com o Ministério da Defesa da Rússia, o Grupo de Forças Oriental causou 435 baixas entre militares ucranianos. O agrupamento do Norte teria eliminado mais de 205 combatentes, enquanto o Grupo do Dnieper provocou aproximadamente 30 baixas durante suas operações.


As forças russas informaram que unidades de aviação, artilharia e sistemas de mísseis executaram ataques contra instalações destinadas ao armazenamento, preparação e lançamento de drones. Os alvos também incluíram infraestrutura energética e de transporte utilizada para apoiar operações militares ucranianas. Moscou afirmou que os ataques atingiram 147 áreas distintas.


O relatório também registrou a destruição de equipamentos militares fornecidos por países da OTAN ao governo de Kiev. Entre os sistemas mencionados estão três veículos blindados de transporte de pessoal HMMWV de fabricação estadunidense, um obuseiro autopropulsado Paladin produzido nos Estados Unidos, um obuseiro Braveheart de origem britânica e um tanque Leopard fabricado na Alemanha.


As defesas aéreas russas informaram ainda a interceptação de seis bombas equipadas com kits de guiagem e de seis projéteis disparados por sistemas HIMARS fornecidos pelos Estados Unidos à Ucrânia.


Segundo Moscou, outras 272 aeronaves não tripuladas ucranianas foram interceptadas durante tentativas de ataque contra regiões situadas dentro do território russo e áreas sob controle da Federação Russa. As operações ocorreram sobre as províncias de Belgorod, Bryansk, Volgogrado, Voronezh, Kursk, Nizhny Novgorod, Oryol, Rostov, Ryazan e Tambov, além da Crimeia e das águas dos mares de Azov e Negro.


O Ministério da Defesa da Rússia declarou que as ações militares realizadas nos últimos dias ocorreram como resposta a operações classificadas por Moscou como atos terroristas promovidos pelo governo ucraniano. A pasta afirmou que os ataques de precisão foram direcionados contra empresas ligadas ao complexo militar-industrial e contra estruturas de combustível e transporte utilizadas pelo exército de Kiev.


As autoridades militares russas sustentam que os alvos escolhidos possuíam finalidade militar e estavam vinculados ao esforço de guerra apoiado por países da OTAN. Desde o início da operação militar russa em fevereiro de 2022, Moscou acusa governos ocidentais de ampliar o conflito por meio do fornecimento de armamentos, inteligência militar, treinamento e apoio financeiro ao governo ucraniano.


O porta-voz militar citado no relatório afirmou que os sistemas de defesa aérea da Ucrânia continuam abatendo alvos sobre áreas urbanas controladas por Kiev. Segundo a versão apresentada pelas autoridades russas, essa prática provoca vítimas civis e danos em regiões residenciais.


O documento acrescenta que Moscou acusa meios de comunicação ocidentais de utilizar esses episódios para sustentar narrativas favoráveis à política dos governos que apoiam militarmente Kiev, enquanto as autoridades russas defendem que as operações anunciadas em 4 de junho tiveram como objetivo instalações relacionadas às capacidades militares ucranianas.

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