Hezbollah nega acusação israelense sobre ataque à UNIFIL no sul do Líbano
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A resistência libanesa Hezbollah negou em 5 de junho qualquer envolvimento no ataque contra uma posição da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL) na localidade de Debbine, no sul do Líbano. Em comunicado divulgado pela emissora libanesa Al-Manar, o movimento classificou como falsa a acusação atribuída por Israel à resistência sobre a morte de um integrante da missão internacional. A declaração foi publicada um dia após a morte de um militar da UNIFIL em meio à escalada de operações israelenses e confrontos na fronteira libanesa.

O comunicado do Hezbollah afirma que Israel mantém uma política de produção de acusações e narrativas destinadas a atribuir responsabilidades à resistência enquanto busca ocultar ações militares realizadas no território libanês. Segundo o texto, a acusação relacionada ao ataque contra uma posição da UNIFIL em Debbine constitui uma "alegação infundada e uma completa invenção".
A organização declarou que a versão apresentada por Israel deve ser analisada à luz da relação histórica entre Tel Aviv e as forças internacionais destacadas no sul do Líbano. De acordo com o comunicado, Israel nunca ocultou sua oposição à presença da UNIFIL na região e tem buscado limitar a atuação da missão estabelecida pelas Nações Unidas.
"A acusação do inimigo de que a Resistência atacou uma posição da UNIFIL na cidade de Debbine e causou a morte de um de seus soldados é uma alegação infundada e uma completa invenção", afirmou o Hezbollah.
O movimento acrescentou que a presença da UNIFIL representa um obstáculo para a tentativa israelense de controlar a narrativa dos acontecimentos no sul do Líbano. Segundo a declaração, as forças internacionais atuam como testemunhas das operações militares israelenses e das violações da soberania libanesa registradas ao longo dos anos.
O episódio ocorre em um contexto de confrontos contínuos na fronteira entre o Líbano e Israel, região marcada por ataques aéreos, bombardeios de artilharia, incursões militares e ações da resistência libanesa. Desde o início do genocídio contra a população palestina em Gaza, em outubro de 2023, a fronteira sul do Líbano transformou-se em uma das principais frentes de enfrentamento regional ligadas à ofensiva israelense.
Na mesma nota, o Hezbollah reafirmou apoio à continuidade das atividades da UNIFIL no sul do Líbano dentro das atribuições estabelecidas pelas resoluções das Nações Unidas. O movimento também apresentou condolências à direção da missão internacional e aos familiares do militar morto.
O comunicado expressou solidariedade aos feridos no incidente e desejou recuperação aos integrantes da força internacional atingidos durante o episódio.
Enquanto divulgava sua posição sobre o caso, a resistência libanesa também anunciou novas operações militares contra posições israelenses na fronteira. De acordo com comunicados publicados pela Resistência Islâmica em 5 de junho, combatentes atacaram às 14h um tanque Merkava nas proximidades do Castelo de Al-Shaqif utilizando um drone de ataque, registrando acerto direto.
Em outra ação anunciada para as 15h25 do mesmo dia, combatentes bombardearam uma concentração de soldados israelenses nas proximidades do Castelo de Al-Shaqif com projéteis de artilharia.
A resistência também informou que, às 18h30 de 4 de junho, realizou um ataque com dois drones de patrulha contra uma concentração de veículos e militares israelenses na colina de Al-Oweida.
A declaração do Hezbollah foi publicada pela Al-Manar em 5 de junho de 2026. Segundo a emissora, o movimento reiterou que não possui qualquer responsabilidade pelo ataque à posição da UNIFIL em Debbine e classificou a acusação israelense como parte de uma operação de desinformação voltada a responsabilizar a resistência por um incidente ocorrido no sul do Líbano.



































