Estudantes chilenos denunciam repressão policial durante greve nacional contra os cortes sociais de Kast
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A Federação dos Estudantes da Universidade de Santiago do Chile (Feusach) denunciou repressão policial contra estudantes durante mobilização nacional realizada em 3 de junho de 2026. O episódio resultou em mais de 30 detenções e feridos em diferentes instituições de ensino superior. As entidades estudantis exigiram posicionamento imediato de autoridades do governo chileno sobre violações de direitos ocorridas nas ruas de Santiago.

A mobilização foi convocada pela Confederação de Estudantes do Chile (Confech) em defesa do direito ao protesto social no contexto de debates sobre políticas educacionais e fiscais. Durante a ação, a polícia dos Carabineros realizou intervenções que atingiram estudantes e trabalhadores, segundo a Feusach.
Em declaração pública, a Feusach afirmou que rejeita a repressão e questionou normas que classificam a organização estudantil como prática passível de punição institucional. A entidade solicitou manifestação da ministra da Educação, María Paz Arzola, e do ministro da Segurança, Martín Arrau, sobre os episódios registrados na capital chilena.
Os estudantes também rejeitaram o chamado Plano Nacional de Reconstrução, apresentado pelo Executivo, sob argumento de que a proposta interfere no acesso e permanência de jovens no sistema educacional. A organização universitária contestou ainda a chamada Lei de Escolas Protegidas, que prevê sanções administrativas e acadêmicas a estudantes envolvidos em protestos em instituições públicas.
A Central Unitária de Trabalhadores (CUT) do Chile, por meio de seu presidente José Manuel Díaz, também se posicionou contra o projeto de criação de um cadastro de vândalos. A entidade sindical afirmou que a proposta integra um conjunto de medidas de controle social vinculadas ao governo do presidente da República, José Antonio Kast, e ao ministro da Segurança.
Segundo a CUT, a legislação tem relação com políticas que ampliam mecanismos de vigilância sobre sindicatos, organizações comunitárias e movimentos estudantis. O sindicato afirmou que tais medidas se articulam com reformas que impactam financiamento público e direitos sociais.
O dia de protestos foi organizado por estudantes do ensino médio e universitário como resposta ao Plano Nacional de Reconstrução, a cortes orçamentários em serviços públicos e a iniciativas legislativas que tratam da organização em ambientes educacionais.
Os manifestantes também contestaram uma proposta de reforma tributária em tramitação no Congresso chileno, que prevê redução da alíquota do imposto de primeira categoria de 27% para 23% para grandes empresas. Representantes estudantis afirmaram que a medida afeta a arrecadação estatal e modifica o financiamento de políticas públicas.
O movimento estudantil vinculou a discussão fiscal às instruções do Ministério das Finanças que determinam redução de 3% nos orçamentos de ministérios, com impacto direto nas áreas de educação e saúde.
A rejeição ao Projeto de Lei das Escolas Protegidas foi fundamentada por organizações estudantis na previsão de mecanismos punitivos aplicados a estudantes em contexto de mobilização, incluindo restrições a benefícios educacionais e medidas administrativas dentro do sistema escolar.



































