Eduardo Bolsonaro sugere substituir Pix por plataforma dos EUA
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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro defendeu a substituição do sistema de pagamentos instantâneos Pix pelo Zelle em entrevista concedida à Rádio TMC. A declaração foi feita em 4 de junho de 2026, no Recife, dias após o anúncio de tarifas de 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O debate envolve o papel do Banco Central do Brasil na regulação de pagamentos digitais e a pressão do sistema financeiro estadunidense sobre o setor.

A sugestão foi apresentada em entrevista à Rádio TMC, na qual Eduardo Bolsonaro afirmou que a adoção de uma tecnologia semelhante ao Zelle poderia facilitar negociações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. O sistema citado, Zelle, é operado por um consórcio de bancos estadunidenses, incluindo JPMorgan Chase, Bank of America e Wells Fargo.
Segundo a proposta apresentada, o modelo estadunidense de pagamentos serviria como referência em um cenário de negociação comercial após o governo dos Estados Unidos anunciar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com justificativa ligada a suposta preferência do Banco Central pelo Pix em detrimento de empresas de cartão de crédito operando no mercado brasileiro.
O sistema Pix foi desenvolvido pelo Banco Central do Brasil como infraestrutura pública de pagamentos instantâneos, com obrigatoriedade de adesão para instituições financeiras reguladas no país. O modelo permite transações entre contas bancárias sem custo direto ao usuário e com acesso vinculado à rede bancária nacional.
O Zelle opera sob estrutura privada, com adesão voluntária de bancos e integração restrita ao sistema financeiro estadunidense, sem obrigação de participação universal das instituições. O alcance do serviço depende da adesão de cada banco ao consórcio responsável pela plataforma.
O economista Paulo Galo publicou análise comparando os dois sistemas, na qual afirma que o Pix constitui uma infraestrutura pública de pagamentos instantâneos com ampla adesão no comércio e entre usuários. No mesmo texto, ele descreve o Zelle como sistema de uso bancário interno dos Estados Unidos com limitações de alcance e operação sob controle privado.
Dados do Banco Central do Brasil indicam que o Pix ultrapassou 170 milhões de usuários. Em janeiro de 2026, o sistema registrou cerca de 7 bilhões de transações. Em outubro de 2025, o volume acumulado de operações alcançou R$ 3 trilhões.



































