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Ataques israelenses matam mais quatro palestinos em Gaza, em mais uma violação do cessar-fogo

O Hospital Al-Shifa confirmou o ataque e o número de vítimas, informando que quatro mortos e cinco feridos deram entrada na unidade após a ação militar. Em comunicado, a instituição declarou: “Quatro mártires e cinco feridos chegaram ao hospital esta manhã depois que um drone israelense disparou dois mísseis contra um grupo de civis”. O ataque ocorreu em área urbana densamente povoada, reforçando o padrão de bombardeios em zonas civis documentado desde o início do genocídio contra a população palestina.


As forças israelenses não emitiram posicionamento imediato sobre o ataque. O silêncio institucional ocorre em um contexto em que violações do cessar-fogo têm sido registradas quase diariamente desde 10 de outubro de 2025, data de início da trégua. Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, ao menos 715 palestinos foram mortos nesse período, mesmo com o acordo formalmente em vigor.


Faixa de Gaza, 2025. ©Momen Sameer
Faixa de Gaza, 2025. ©Momen Sameer

Desde outubro de 2023, o genocídio conduzido por Israel contra a Faixa de Gaza resultou na morte de pelo menos 72.289 palestinos, conforme dados oficiais do território e avaliações reconhecidas por organismos internacionais. A ofensiva militar devastou a infraestrutura civil, destruiu a maior parte das edificações e aprofundou uma crise humanitária marcada por fome generalizada e deslocamentos forçados repetidos da população.


No plano diplomático, negociações seguem em curso envolvendo mediadores do Egito, Catar e Turquia. Na semana anterior ao ataque, uma delegação do Hamas se reuniu no Cairo com representantes desses países para discutir uma proposta de desarmamento apresentada ao grupo. Segundo duas fontes egípcias e um funcionário palestino ouvidos pela Reuters, o Hamas respondeu inicialmente à proposta, mas estabeleceu condições para avançar nas negociações.


De acordo com três fontes citadas pela Reuters na quinta-feira, o grupo informou aos mediadores que não aceitará discutir a entrega de armas sem garantias de retirada completa das forças israelenses da Faixa de Gaza. A exigência está relacionada ao plano apresentado pelo chamado Conselho de Paz vinculado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê reconfigurações políticas e de segurança no território palestino.


O desarmamento do Hamas permanece como um dos principais pontos de impasse nas negociações em andamento, que buscam consolidar o cessar-fogo e implementar diretrizes propostas no plano associado ao governo estadunidense.

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